


Nível 5 - Verde
LIDERANÇA
Louvado seja Deus!
À essa altura, você já tem ganhado e discipulado filhos na fé. Ao progredir, o Senhor te revelará um ministério específico a fim de tornar você um instrumento útil ao serviço do Corpo de Cristo, servindo às Igrejas nas casas na sua ou em outras localidades.
O material em PDF e os vídeos abaixo podem ser usados em Encontros Estratégicos e de liderança
por Saulinho Farias
1. O clamor por trabalhadores
"E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara". Lucas 10.2
É duro para nós sabermos que há muito trabalho a ser feito, porém tem pouca gente disposta a dividir a carga. O próprio Jesus admitiu esse fato e pediu para que orássemos a Deus para que Ele levantasse pessoas dispostas a trabalhar.
A compaixão e a oração por obreiros formam uma união poderosa que leva o Senhor a aumentar o número de trabalhadores na colheita espiritual. Uma igreja que se compadece das pessoas e que clama a Deus para que se aumente o número de trabalhadores é uma igreja que cresce poderosamente.
2. O combustível do ministério
"Ao ver as multidões, Jesus sentiu grande compaixão pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor. Então, falou aos seus discípulos: “De fato a colheita é abundante, mas os trabalhadores são poucos, por isso, orai ao Senhor da seara e pedi que Ele mande mais trabalhadores para a sua colheita”.. Mateus 9.36-38 (Versão King James Atualizada)
Ah se todos pudessem contemplar! Como é maravilhosa a colheita espiritual, como existem tantas e tantas pessoas esperando por nós, por uma simples palavra de amor, pela esperança do evangelho que recebemos. Como são maravilhosos os frutos e tão tremenda a eterna recompensa de nos envolvermos na seara.
E nós? estamos ouvindo o clamor dessa gente? Jesus foi extremamente sensível ao clamor das pessoas e cidades. "Ao ver as multidões, Jesus sentiu grande compaixão pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor". A compaixão é o combustível do Espírito para o ministério. Jesus era movido por íntima compaixão: compaixão profunda.
"E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores". Lucas 7.13
"Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo seus olhos viram; e eles o seguiram". Mateus20:34
"Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão". Lucas 10:33
"E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos". Mateus 14:14
"Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm o que comer". Marcos 8:2
3. O senso de urgência
"Enquanto isso, os discípulos insistiam com Ele: “Mestre, come!” Mas Ele lhes disse: “Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.” Então os discípulos disseram uns aos outros: “Será que alguém lhe teria trazido algo para comer?” Explicou-lhes Jesus: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra. Não dizeis vós: ‘Ainda há quatro meses até a colheita?’. Eu, porém, vos afirmo: erguei os olhos e vede os campos, pois já estão brancos para a colheita. Aquele que ceifa recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, e assim se alegram juntos o semeador e o ceifeiro". João 4.31-36
A necessidade é urgente. Talvez você olhe ao redor e pense que haverá muito trabalho a fazer no futuro, mas a realidade é que já tem muito trabalho pra fazer hoje, agora. Na obra do ministério não há lugar para procrastinação (viver adiando, atrasando). Não devemos ficar esperando oportunidades futuras; agora é o tempo oportuno.
4. Há trabalho para todos
Uma igreja que cresce de maneira saudável compreendeu que o ministério é para todos os santos e não apenas para alguns. Existem ministérios comuns (para todos) e ministérios específicos (para alguns) que vamos estudar posteriormente.
5. O trabalho é braçal, ou seja, intenso.
O crescimento da igreja tem uma etiqueta de preço. Não adianta a igreja querer ser mãe de multidões se não quer sofrer dores de parto. O preço que tem que ser pago é o preço do ministério, do serviço, e todos devem estar envolvidos. Fazer discípulos não é mágica, nem uma linha de montagem. Na verdade, é um trabalho artesanal, árduo, exige muito amor e dedicação da nossa parte. É duríssimo o trabalho de replicar o ministério: passar para outro a mesma "pegada" ministerial que você tem.
"O qual (Jesus) nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim". Colossenses 1.28-29
6. Disposição - grande virtude dos servos.
Muitos imaginam que para começar a servir precisam de grande capacitação, mas na verdade, Deus capacita aqueles que se dispõem a servi-lo. Que você seja capaz de orar: "Senhor, eu não sei bem como fazer, mas estou disposto a aprender e te servir nessa obra maravilhosa, sem olhar para trás".
"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim". Isaías 6:8
7. Servir nas coisas simples e aparentemente pequenas
Muitos querem servir em ministérios que sejam, aos olhos dos homens, grandes, com grande projeção midiática, trabalhando em coisas que todos possam ver, mas o grande teste do serviço está na capacidade de servir em obras que acontecem nos bastidores, no dia-a-dia, quando ninguém está vendo, obras que homem nenhum pode recompensar. Coisas como ajudar à mãe ou o pai, lavar os pratos, levar o lixo, dar uma oferta para ajudar um irmão, ser leal ao patrão, ajudar na arrumação de um salão de reuniões, cuidar de crianças pequenas, auxiliar um idoso, dar carona a alguém, visitar um doente no hospital, socorrer o necessitado ou amparar uma viúva.
"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens". Efésios 6:6,7
Como é bom saber que temos com quem contar
Jesus pode contar com você?
Perguntas para meditar
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Quando penso em ministério o que me vem à mente?
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Será que realmente entendi que tenho um ministério?
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Tenho tido compaixão pelas pessoas?
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Tenho tido senso de urgência ou tenho adiado meu envolvimento na obra do Senhor?
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Quando aparece uma necessidade diante de mim, procuro eu mesmo resolver, ou passo para outro, tendo eu mesmo condições de resolver?
N5.02 - O clamor de filhos por pais
por Saulinho Farias
52:25 min
A igreja em crise de paternidade espiritual.
N5.03 - O desafio do Alinhamento
por Saulinho Farias
1:03:05
Por que necessitamos alinhar o nosso coração a Deus e uns aos outros? Quais os benefícios de andarmos alinhados e os prejuízos por não fazermos isso?
por Saulinho Farias
Somos canais de Deus na vida de outras pessoas. Os canais são ambientes de passagem. No Nordeste do Brasil estão construindo canais a partir do grandioso rio São Francisco para fazer a irrigação de várias cidades atingidas pela seca. Esses canais são a esperança de muitas famílias que vivem nesses lugares, não necessariamente por causa deles, mas pelo conteúdo que flui por eles: a água. De que adianta canais sem água? Para nada serve.
Sim! Somos canais. Nosso objetivo é deixar fluir a graça e a vida de Deus a partir de nós para que haja vida também nos outros. Nosso objetivo é deixar passar, não reter.
Imagine comigo agora que uma determinada cidade, que recebe água do São Francisco por um determinado canal, acorda um dia sem água, isso porque, o canal decidiu por vontade própria reter essa maravilhosa água para ele. Tal canal então cresce, incha, toma proporções destruidoras, como uma grande barragem, com um grande dano ambiental. Tanto tesouro acumulado. Tanto potencial desperdiçado.
Não fomos chamados para sermos barragens. Deus quer que possibilitemos que outros se desenvolvam. Deus quer que estejamos felizes ao ver que o tesouro que não seguramos está sendo a vida para muitos. É como se estivéssemos perdendo o tempo todo, para que outros ganhem. Paulo admite: “Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele, para vós outros pelo poder de Deus... Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós, fortes; e isto é o que pedimos: o vosso aperfeiçoamento”(2 Co 13.4b, 9).
UM MINISTÉRIO DE SUCESSO
Ultimamente venho refletindo no ministério de João Batista. Segundo Jesus, até aquele momento: “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele”. Sabe o que é um ministério de sucesso na perspectiva de Jesus? Um ministério que aprende com João Batista. O que tinha João Batista?
Em João 1.19, perguntaram a João: “Quem és tu? Ele confessou e não negou: Eu não sou o Cristo”. Muitos tinham essa expectativa. O ministério era grande, forte, confrontador. Estava abalando as estruturas dos religiosos e governantes. Mas ele diz claramente: “Não sou o Cristo”, “Não sou Elias”, “Não sou o profeta”.
Parece até brincadeira, mas penso que nós deveríamos dizer ao povo: “Ei gente! Eu não sou o Cristo, é dele que venho falando, mas Ele não sou eu”. Não é tão difícil confundirmos as coisas. É provável que em algum momento queiramos (inconscientemente) assumir um lugar no coração de outros que não pertence a nós. E tudo isso é muito sutil. Os desvios e abusos tomam proporções inimagináveis. Não é por acaso que temos visto por aí um reino de homens sobre homens, verdadeiros impérios montados e o pior, em nome de Jesus.
O que João disse mesmo? “Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías” (Ler João 1.19-23).
Apenas uma voz? Sim! Uma voz que lançava o fundamento do arrependimento sobre Israel, preparando o caminho, aplanando para que Jesus passasse. Que coisa linda! Eu visualizo João Batista como alguém que estende um maravilhoso tapete vermelho para que o Astro da Eternidade passasse. É um ministério que exalta Jesus, que aponta para Jesus.
João não queria que as pessoas focassem nele. Assim que reconheceu o Filho de Deus, ele afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29) e mais uma vez, vendo Jesus passar, se volta para seus discípulos e diz: “Eis o Cordeiro de Deus! - Os dois discípulos ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus” (João 1.36-37).
Temos essa atitude? Será que como lideres e discipuladores estamos preparando o caminho do Senhor no coração dos homens? Ou estamos preparando o nosso próprio caminho? Nos alegramos quando as pessoas descobrem Cristo? Apontamos Cristo e deixamos as pessoas aos cuidados dele? Mesmo que em algum momento tais pessoas não caminhem mais conosco? Ou nos sentimos enciumados com Jesus?
LIDERANÇA E AUTORIDADE
O que acontece com você quando Deus vai levantando outras pessoas dentro de sua realidade local? Quando você percebe que existem outros mais diligentes, mais capazes, mas dotados espiritualmente que você?
Nas empresas e outras organizações no mundo, um rígido sistema hierárquico preserva o status de quem está no topo da pirâmide. A hierarquia tem o poder de controlar o sistema. É o esqueleto que o mantém de pé. Não interessa se existem pessoas mais capazes abaixo de outras. Não interessa se a pessoa que está no poder não dá exemplo ou não tem caráter. Cargos hierárquicos são estáticos, politizados, e há muita burocracia. Uns estão acima de outros e isso funciona muito bem no exercito, governo, partidos, empresas, enfim, no sistema do mundo.
No reino de Deus as coisas são (devem ser) diferentes. São sistemas diferentes. “Então Jesus chamando-os disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrario, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20.25-28
Autoridade no reino de Deus tem relação direta com a vida e a prática da Palavra. É autoridade que vem pelo quanto se é servo, e pelo quanto se ama. Não é estática, fixa. É funcional, flexível e orgânica. As pessoas não estão em evidencia, Jesus está em evidência. Quanto mais de Jesus alguém vive, mais essa pessoa tem autoridade. E isso não tem nada a ver com “cargos”, mais uma vez: tem a ver com vida. Existem áreas em nossa vida que nós expressamos a vida de Cristo com mais evidência. Nessas áreas, somos autoridade para edificarmos outros. Se existem áreas em que ainda não temos desfrutado da experiência transformadora de Cristo, precisamos de pessoas com tais experiências que nos edifiquem. É assim que flui a edificação no corpo.
Sabendo disso, consigo visualizar a Igreja, não como uma pirâmide hierárquica, mas como uma rede de relacionamentos onde cada um faz a sua parte para envolver e empoderar a outros, para que outros cresçam, amadureçam e frutifiquem para a glória do Pai, explicitando um discipulado maduro e autêntico. Um organismo vivo, onde todos se edificam mutuamente, onde os mais velhos são tão simples que se mostram sensíveis ao falar de Deus através das bocas dos pequeninos. Uma grande família, onde o Pai é exaltado e exalta a Cristo, o irmão mais velho. Uma família de homens e mulheres experimentados, que possuem um coração paternal e maternal com o objetivo de formar outros pais, ou seja, formar companheiros.
O nosso coração é enganoso. Podemos ser tentados a fazermos discípulos para nós mesmos, ambicionando a projeção humana e o destaque por sermos “frutíferos”. O problema é que estaremos continuamente forçando nossos irmãos a se submeterem a nós. Nossas palavras preferidas (talvez até inconscientemente) serão: “Honra” (a nossa, é claro), “liderança”, “autoridade” (que temos sobre os outros), etc. Nossas frases serão: “Se submeta a mim, porque senão você estará em rebeldia”, “Eu sou seu líder, e você deve me obedecer”, etc.
Procedendo dessa maneira esquecemos aquele velho princípio: “tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Mas onde fica a honra de filhos espirituais com seus pais? Onde fica a submissão e a sujeição? Não existe liderança?
Sim, existe liderança. Mas essa é conquistada, nunca imposta. Por ser conquistada (através de uma vida de amor, serviço e de doação), a submissão, obediência e honra dos filhos aos pais será fruto de um amor tão intenso que chega a constranger. Quem, sendo cercado com tanto amor de Deus, não é transformado?
Como diz Frank Viola: “Em um ambiente onde os princípios do amor e da doação se desenvolvem, essas questões de submissão e autoridade se desenvolvem sozinhas”.
DOAÇÃO E SERVIÇO
Como pais espirituais nosso foco deve ser: Até que ponto tenho dado a minha vida? Até que ponto tenho servido? Paulo disse: “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol de vossa alma”. Isso é grandioso, pois emerge de um coração que é enriquecido por Deus.
Viver para se doar, para se gastar em prol do crescimento de outros não é nada fácil. E fazer isso de boa vontade, é um milagre, pois sinaliza um modo de viver despretensioso de alguém que não focaliza em seus próprios interesses. Quanto mais vamos nos envolvendo no serviço, com o passar do tempo, vamos sendo expostos às reais motivações de nossos corações. Chega um momento em que descobrimos que não somos tão servos quanto imaginávamos. O Espírito Santo nos revela alguns aspectos negativos dos quais necessitamos nos arrepender, e vamos sendo continuamente tratados, até um dia, sermos livres de corrupção.
Muito do amor e serviço que declaramos aos outros é meramente uma negociação, uma troca. No fundo, é provável que haja uma expectativa de retorno das pessoas, e isso, para nós mesmos. Diferentemente, o amor de Deus é um dom, não um prêmio, é essencialmente incondicional e unidirecional. O serviço à Deus, tem a sua mais brilhante expressão quando é em oculto, quando não se espera um retorno humano, senão exclusivamente a alegria daquele que tudo vê.
Conviver ao lado de pessoas que se doam dessa maneira é de um aprendizado incomparável. As pessoas que mais me ensinaram eram pessoas que se doavam e serviam dessa maneira. Posso dizer que vejo Jesus em irmãos meus que assim vivem. Quantas vezes não vi isso em meus pais, Saulo e Elizama! Perdi as contas das vezes que os vi amparando e hospedando pessoas que simplesmente não tinham como retornar o favor. Desde menino aprendi muito vendo-os amar, ainda que com imperfeições. Posso citar outro exemplo: meu querido amigo e um de meus mentores, o Carlsberg. Como o admiro pelo seu serviço constante. Não esqueço as primeiras viagens que esse irmão e sua esposa Gilma faziam em nossa direção, com certa freqüência, para nos edificar ou consolar. Vinham de longe, num percurso que atravessava 3 cidades, pegando 2 ônibus e metrô para estar entre nós. O que dizer disso tudo? Doação e serviço.
Lembro de minha querida tia Susan Clarke. A inglesa mais brasileira que se tem notícia. Durante algum tempo ela conviveu conosco, e sua entrega e abnegação foi uma marca deixada em todos que a cercaram. Quantas horas de conversa dedicada! Quanto sobe-e-desce morro para edificar uma nova igreja que tínhamos plantado! E tudo isso pelo simples prazer de ajudar. Marcas que ficaram em minha vida e na vida daqueles irmãos.
Quando uma comunidade cresce com essas características, torna-se irresistível. Nossas palavras serão vazias se nossa vida não for uma dádiva a outros. Definitivamente, não existe melhor maneira de viver. Não existe melhor maneira de influenciar. Como ouvi certa vez: Você decide o que quer fazer, se impressionar ou influenciar as pessoas. Impressionar é fácil. As pessoas ficam boquiabertas com sua eloqüência, talento, com aquilo que se manifesta. Mas você só consegue impressionar as pessoas que estão longe. Todavia, aqueles que influenciaram a muitos assim o fizeram pois, tanto os que estavam longe, e especialmente os que chegaram perto puderam ver seu estilo de vida doador e amoroso e foram fortemente impactados. Que sejamos assim!
por Saulinho Farias
Desenvolvendo um ministério EFICAZ
"Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder". Efésios 1:15-19
Em suas orações o apóstolo Paulo mencionava os irmãos em Éfeso sendo grato a Deus pela vida deles e pelo amor que eles praticavam mas também pedia ao Senhor três coisas:
1. Para que os olhos do coração deles fossem abertos, ou seja, para que eles fossem espiritualmente iluminados e estivessem concentrados naquilo que realmente importava: na esperança do chamamento deles. O que era que Deus esperava deles, qual era a esperança que o Senhor tinha no chamado que os tinha feito?
2. Para que lhes fosse revelada a riqueza da glória da herança que eles tinham no cumprimento desse chamado. Qual era a tremenda riqueza e glória que herdariam diante de Deus? Qual seria esse tão grandioso galardão?
3. Orava também para que eles percebessem que estavam munidos por Deus de um poder tão eficaz que os capacitaria em tudo com a força necessária para cumprir esse chamado. Tal poder era tão forte; o mesmo poder que elevou Cristo dos mortos e o fez assentar à direita do trono de Deus, no mais alto lugar (Ef 1.19-20). Portanto, com tanto poder e força à disposição, eles não poderiam se acovardar, não poderiam ser negligentes nem incompetentes.
Ou seja: Paulo orava para que os Efésios vissem que estavam com a faca e o queijo na mão. Só precisavam da atitude para serem obedientes naquilo que foram chamados. E serem muito bem sucedidos nisso.
Aos tessalonicenses, Paulo revela qual era essa tão tremenda esperança que tinha diante de Deus, bem como o que para ele era tamanha glória e coroa, o que redundaria em eterna alegria ao seu coração:
"Todavia, quando nosso Senhor Jesus retornar, quem será a nossa esperança, alegria ou coroa de glória diante dele? Ora, não sois vós? Com toda a certeza, vós sois a nossa glória e a nossa grande alegria!" 1 Tessalonicenses: 2. 19.20 Versão KJA
Pessoas. Gente. Isso mesmo! Eis a nossa esperança, alegria, e coroa diante de Deus. Antes estavam perdidos, em trevas, sem rumo e propósito na vida, mas agora foram feitos filhos de Deus através da proclamação do evangelho do reino por nós. Agora, pelo poder de Deus, foram feitos nossos irmãos por toda eternidade.
Veja a seriedade com que Paulo via esse assunto; isso para ele era glorioso demais, não se tratava de um assunto secundário; era a sua prioridade: Fazer discípulos. Ele não poderia ser incompetente nem ineficaz nessa tão importante missão. Nada poderia ser comparado a isso, nenhuma outra atividade, pois o destino eterno de muitos tinha relação direta com isso.
Existe uma grande diferença entre ser eficiente e ser eficaz. Ser eficiente é fazer as coisas do jeito certo. Ser eficaz é fazer as coisas certas. Não basta sermos eficientes na vida, fazermos uma porção de coisas bem feito, nos esforçarmos tanto por fazer bonito em tantas áreas, todavia não estamos fazendo o que nascemos para fazer, o que fomos chamados à fazer.
Muitas igrejas são extremamente eficientes em inúmeras atividades. Fazem até com muita excelência, todavia, apesar de terem música da melhor qualidade, ou mestres capacitados ou templos suntuosos, apesar de serem até organizados, não estão sendo eficazes no seu chamado. Estão fazendo certo muitas coisas mas não estão fazendo a coisa certa: discípulos. Francis Chan escreveu: "O nosso maior medo não deve ser do fracasso, mas ter êxito nas coisas da vida que realmente não importam". Não estou dizendo que as outras coisas não sejam importantes, mas que precisamos nivelar pelo que seja prioritário. Aquilo que é importante deve estar à serviço do que é prioritário. Se não servir à prioridade, deve ser descartado.
Assim como Paulo orou, eu oro para que os nossos olhos espirituais sejam abertos. Por que vocês acham que Deus dá uma festa quando um pecador se arrepende? (Lc 15.7). Porque é um filho de Deus voltando para casa. Você acha mesmo que a festa que Deus dá é uma festa pequena? Estava meditando nessas questões e uma situação alegórica me veio à mente.
A parábola do sequestro
Imagine que você tem um filho muito querido, uma criança muito especial de 5 anos de idade. De repente, você é surpreendido com uma situação terrível: o seu precioso filho foi sequestrado. Será que dá pra mensurar a dor que você sente por saber que um filho seu foi tirado de você e está agora no poder do sequestrador? Agora imagine comigo que o tempo passa; dias, meses, ou até anos quem sabe, não há como medir a aflição e o desejo em teu coração de rever seu filho, de tê-lo novamente em seus braços.
Até que um amigo seu fica sabendo de uma informação da localização do seu filho. Então ele te diz: "Eu te prometo: da próxima vez que você me ver, você verá o seu filho nos meus braços". Então ele sai dali determinado a trazer seu filho de volta.
Ele chama cinco amigos e juntos vão em direção ao cativeiro, entram em guerra contra o sequestrador e arrebatam o seu filho das mãos dele. No outro dia, você tem uma visão deslumbrante: lá está o seu amigo, vindo com mais 5 amigos e nos braços dele está o seu filho. Eu te pergunto: Você não daria uma festa? O que você faria por essa pessoa que fez isso por você? Existe algum valor que poderia medir o que ele fez? Quanto vale um filho de volta pra casa?
Pois é, amados. Essa é uma mera ilustração da importante obra de ganhar almas. O que vocês acham? Certamente, além da festa impressionante que Deus faz no céu quando um pecador se arrepende, há no coração dEle um desejo intenso de recompensar aqueles que dedicam a vida a levar almas para Cristo. Não pense que tal recompensa (ou galardão) será coisa pequena. Fico imaginando Deus, o Pai, em sua eterna vontade de recompensar os que trouxeram muitos filhos de volta pra casa.
A Bíblia diz: "Aqueles que são sábios reluzirão como o brilho do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre". Daniel 12:3 Os verdadeiros astros e estrelas, não são os de Hollywood, nem os ídolos do esporte ou das ciências, mas sim, aqueles que levarem muitos ao caminho da justiça.
O que você está esperando?
Que tal ficarmos determinados a provocarmos muitas festas no céu? Muita alegria no coração do Pai ao ver muitos e muitos filhos voltando para casa? Vamos obedecer ao chamado: Façamos discípulos. Eles serão a nossa esperança, alegria e coroa diante de Deus.
SÉRIE AUTORIDADE E MINISTÉRIO
1. Jesus, o modelo de Servo
Série Autoridade e Ministério
Por Saulinho Farias
26:38 min
2. Ministério e Autoridade no Reino
Série Autoridade e Ministério
Por Saulinho Farias
37:27 min
3. Cuidado com a rebeldia da sua natureza humana
Série Autoridade e Ministério
Por Saulinho Farias
56:15 min
4. Diferenciando autoridade humana de autoridade espiritual
Série Autoridade e Ministério
Por Saulinho Farias
59:14 min
Esta série de mensagens abaixo foi ministrada por Saulinho Farias a pastores e discipuladores no Encontro Anual de Discipuladores e Líderes do Projeto Avance, em setembro de 2015, na Comunidade Vale do Bulhões, em Jaboatão - Pernambuco. Ao lado, está o material em PDF entregue aos participantes do encontro. Baixe gratuitamente e seja edificado.
Liderando como Jesus
por Luiz Carlos
1:00:03
Mensagem ministrada no Encontro Anual de Líderes e Discipuladores 2015 na Comunidade vale do Bulhões, em Vila Rica, Jaboatão
Apresentando o Projeto Avance para líderes e discipuladores
por Saulinho Farias
41:52 min
Gravado no Encontro Estratégico da Comunidade Vale do Bulhões em Vila Rica, jaboatão em Abril de 2015
Um procedimento padrão para líderes
por Saulinho Farias
01:04:28
Encontro Estratégico - 14/jan/2014 - Na Comunidade Vale do Bulhões, em Vila Rica, Jaboatão
Encontro voltado para líderes, discipuladores e discípulos em crescimento.
Q.E.Q. - Qualidade + Estrutura + Quantidade
por Saulinho Farias
1:09:38
Encontro Estratégico na Comunidade Vale do Bulhões - dia 21/01/2014







