

Nível 3 - Laranja
CRESCIMENTO
NOS ENSINOS
por Saulinho Farias
Mateus 13.1-23 Versão Nova Bíblia Viva
"Mais tarde, naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e desceu para a beira da praia onde logo se ajuntou uma multidão tão grande que ele entrou num barco e ensinava dali, enquanto o povo ouvia da praia. Jesus usou muitas parábolas em seu sermão, tais como esta:
“Um lavrador saiu a semear. Enquanto espalhava a semente pelo solo, uma parte dela caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra parte caiu em solo cheio de pedras, onde a terra era pouco profunda; as plantas brotaram muito depressa no solo raso, mas o sol quente logo queimou as plantas e elas murcharam e morreram, porque tinham pouca raiz. Outras sementes caíram entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas novas. Mas outra parte caiu em solo bom, e deram uma colheita que era 30, 60 e até mesmo 100 vezes aquilo que ele tinha plantado. Aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça!”
Seus discípulos vieram e lhe perguntaram: “Por que o Senhor fala ao povo por meio de parábolas difíceis de entender?”
Então ele explicou: “A vocês foi permitido entender a respeito dos mistérios do Reino dos céus, mas aos outros não. Porque aquele que tem, receberá mais, e terá em grande quantidade; mas aquele que não tem, até mesmo o pouco que tem será tirado dele. É por isso que eu falo por meio de parábolas para que o povo veja, mas não enxergue; para que ouça, mas não entenda.
“Isto cumpre a profecia de Isaías: ‘Eles ouvem, mas não entendem; eles olham, mas não veem! O coração deste povo se tornou insensível; eles taparam os ouvidos e fecharam os olhos. Se não fosse assim, veriam com os seus olhos, ouviriam com os seus ouvidos, e compreenderiam com o coração e se voltariam para mim e eu os curaria’. “Mas benditos são os olhos de vocês, porque veem; e seus ouvidos, porque ouvem. Eu afirmo a vocês a verdade: Muitos profetas e homens justos desejaram ver o que vocês têm visto, e ouvir o que vocês têm ouvido, mas não puderam.
“Agora, esta é a explicação da parábola do lavrador plantando a semente: O caminho onde algumas sementes caíram representa o coração de uma pessoa que ouve a boa-nova do Reino e não entende; então o Maligno vem e arranca as sementes do coração dela. O solo raso cheio de pedras representa o coração de um homem que ouve a mensagem e a recebe com verdadeira alegria, porém ela não tem muita profundidade em sua vida, e as sementes não lançam raízes profundas; quando vem a dificuldade, ou começa a perseguição por causa da sua fé, ele a abandona. O terreno coberto de espinheiros representa um homem que ouve a mensagem, mas as preocupações desta vida e o engano das riquezas sufocam a palavra e ele não produz fruto. O terreno bom representa o coração de um homem que ouve a mensagem e a entende, e dá uma colheita de 30, 60 e até 100 vezes o que foi plantado”.
Com base na Parábola acima, podemos observar 4 tipos de coração (terra) e a maneira como recebem a Palavra (Semente).
1. Os resistentes - Impermeáveis, duros, não se abrem para mudar de mente, não assimilam a Palavra. "Terreno à beira do caminho"
o Sou uma pessoa aberta ao aprendizado ou acho que já sei tudo?
o Por ser muito "pisado" na vida, será que desenvolvi alguma dureza de coração ao ponto de não deixar que a Palavra entre?
o Dou mais crédito a Palavra de Deus ou a pensamentos maus?
o Quando alguém vem me ensinar algo que preciso aprender, como reajo? Tenho facilidade de receber conselho ou vivo me defendendo?
2. Os superficiais - Até se empolgam quando recebem a Palavra, mas não criam raízes na verdade, não continuam com a mesma empolgação quando dão de cara com as lutas e problemas que vão aparecendo.
o Como estou enxergando a vida no reino de Deus, maravilhosa de se viver ou um verdadeiro fardo?
o Como me sinto ao ver as pessoas no "mundão"? Tenho compaixão por elas ou, lá no fundo, desejaria estar com elas?
o Estou desanimado com as perseguições ou humilhação que estou sofrendo?
o Tenho procurado amparo na Palavra de Deus? Tenho crescido nos ensinos do Senhor ou tenho encostado minha Bíblia num canto?
3. Os preocupados - Até recebem a Palavra, mas perdem o foco ao se depararem com "as muitas coisas a resolver", demandas e trabalhos. Acabam sufocando a Palavra ao buscarem com intensidade a falsa segurança do dinheiro.
o Tenho andado muito inquieto ou agitado ultimamente?
o Estou muito atarefado ao ponto de não ter tempo para desenvolver meu crescimento espiritual?
o Tenho dedicado tempo à oração, adoração, meditação na Palavra e comunhão com meus irmãos?
o Quais são meus maiores sonhos? Ter uma boa casa, um bom carro, um bom emprego? Ou fazer muitos discípulos para o Senhor?
4. Os "boa terra" - Discípulos autênticos, com coração de aprendiz e abertos para serem ministrados pela Palavra, e nela criam raízes profundas. Esses experimentam grande crescimento e frutificam.
o Tenho amado a Deus acima de tudo?
o Estou procurando conhecer Seu propósito, Sua vida e obra? Tenho crescido na Palavra?
o Estou frutificando? Levando a vida que recebi a outros?
por Saulinho Farias
“ Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. “ I Coríntios 15.58
Esse texto tem saltado à minha mente e coração nesses últimos dias. Três palavras dentro desse verso em especial: Firmes - Constantes - Abundantes.
Existem irmãos que estão firmes no Senhor, mas que não estão constantes como deveriam.
Existem amados que estão firmes e constantes, mas que necessitam de abundância na obra.
Deus deseja que sejamos completos em sua obra.
Firmeza
Diz respeito à FUNDAMENTO.
Uma árvore firme é aquela cuja raiz está bem fincada. Uma casa firme está bem alicerçada. Um discípulo firme tem a Cristo como único e indispensável fundamento. Ele não está firme necessariamente por causa das pessoas santas que o cercam. Não! O cristão firme tem experiências com o Senhor Jesus. Conhece em sua experiência Àquele que o libertou.
Tenho observado muitos que necessitam de firmeza. São oscilantes em sua fé pois ela está fundamentada nos homens, não em Cristo. - "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". 1 Coríntios 3:11
Estais firme no Senhor?
Constância
Diz respeito à PRIORIDADE.
As coisas prioritárias em sua vida são aquelas as quais você vem dedicando mais tempo.
Muitos tem recebido o fundamento correto, mas ao invés de construírem um belo edifício eterno sobre ele, estão investindo todo o seu tempo e esforço em algo meramente terreno e passageiro. Os sonhos de Deus não tem sido sua prioridade de vida. Como resultado, temos visto um grande número de cristãos com pouquíssimos frutos espirituais (novos discípulos), apesar de terem recebido tantas revelações de Deus.
Ser constante é estar presente. É dedicar tempo e atenção ao próprio crescimento espiritual bem como ao serviço de sua comunidade cristã, na formação de novos discípulos do Senhor.
Abundancia na obra
Diz respeito à INTENSIDADE.
A obra de Deus deve ser vivenciada por nós com paixão. Devemos ser mais que firmes, mais que constantes, devemos viver a vida de Cristo de maneira poderosa, transbordante, impactante, apaixonante.
Muitas igrejas e grupos tem tido firmeza na Palavra, e constancia, mas falta-lhes um componente extra de atração: o fervor. O resultado são encontros apáticos, sem vida, sem alegria, sem dinamismo espiritual, sem o serviço de todos os santos.
A motivação que temos na obra de Deus não deve ser produzida por circunstancias favoráveis. Devemos ser cristãos intensos, vibrantes, internamente motivados pela ação do Espírito Santo. Não dependendo de eventos, congressos, estímulos externos, para ser aquilo que fomos chamados para ser: ramos frutíferos.
Seja firme! Constante! Sempre abundante na obra do Senhor... e maravilhas virão de reboque. Não apenas nesse tempo, mas entrarão pra eternidade.
por Saulinho Farias
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8.32
É libertador conhecer a tão surpreendente graça de Deus. A revelação da graça de Deus é de extrema necessidade para um mundo caído e sem esperança. Tal revelação é única. Não existe outra religião que a anuncie, não existe outro caminho mais excelente. O verdadeiro cristão que conhece os privilégios que herdou em Cristo desfruta de uma liberdade que nenhuma outra religião pode dar.
O cristianismo é mais do que religião, porque toda religião tem como característica fundamental que seus seguidores tentam alcançar a Deus, encontrar Deus e agradar a Deus por seus próprios esforços. As religiões procuram subir na direção de Deus. Já o evangelho é diferente – é Deus descendo até o homem. O evangelho afirma que os homens não encontraram Deus, e sim, que Deus os encontrou.
Graça – favor imerecido – no Velho Testamento. o conceito de graça em hebraico está ligado a “curvar-se”, “inclinar-se”, é Deus se inclinando na direção do homem.Deus se aproximando por conta própria. Não um Deus distante, isolado, indiferente, como pregam as religiões, mas um Deus que se fez homem, que se permitiu ser tocado, que morreu pelos pecados do homem para levá-lo de volta a Si. Aleluia!
Para muitas pessoas isso é um golpe esmagador, é uma heresia, uma blasfêmia. Elas preferem o esforço religioso – lidar com Deus à sua própria maneira – desse modo elas se mantém no controle, sentem-se bem em serem religiosas. Como ser um cristão verdadeiro sem ser um religioso? Será possível desfrutar da alegria da fé sem estar sob o fardo da religião? Ser religioso em essência não difere de ser ímpio, pois o “eu” ainda está em evidencia. As coisas acontecem por causa de mim, e para mim.
Dr. Martin Lloyd-Jones, afirmou “pregar a graça não é só arriscado, mas o fato de alguns te interpretarem concluindo com extremos insensatos é prova de que o ministro está verdadeiramente pregando a graça de Deus. Se alguém pregasse justificação por obras, ninguém levantaria a questão. Se a pregação for: “se vocês quiserem ser salvos, devem deixar de cometer pecados, devem fazer boas obras e assim irão para o céu”; o homem que prega essa linha de pensamento, jamais vai ser culpado do mal entendido: “Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” Ninguém lançou essa acusação contra a Igreja Católica, mas foi feita várias vezes a Martinho Lutero”.
O sistema religioso faz com que as obras tomem o lugar da fé e da certeza de que Deus é aquele que faz tudo em todos. Faz também com que a lei e os mandamentos se tornem mais importantes que a graça. O Cristianismo não é um esforço religioso. Praticá-lo é corresponder ao que Deus fez por você. Trata-se de um relacionamento com Deus possibilitado por Ele mesmo. Ele abriu o caminho a esse relacionamento, ele nos toma pela mão e nos leva para junto de si. Isso é graça. A nossa parte é simplesmente crer nisso. É um tipo de fé que nos dá descanso. Nos rendemos e Ele faz o resto. Não resistimos ao seu amor e Ele começa a boa obra e nós e completa até o fim.
A vida cristã não se trata de um esforço religioso árduo e monótono de obediência a ritos, formas, leis, regras, sistemas e fórmulas humanas. Isso é religião, não evangelho. Evangelho é a boa notícia de que tudo pode ser diferente. É o homem sendo justificado diante de Deus pela sua fé, independentemente das obras da lei de Deus (Rm 3.28).
A carta de Paulo aos Romanos nos ajuda a compreender melhor essa boa nova. É, sem sombra de dúvidas, a principal das epístolas de Paulo, pelo tratamento completo sobre questões extremamente importantes para a doutrina cristã. Nenhum dos livros do N.T. foi aceito como canônico antes de Romanos. Lutero disse: “A epístola de Paulo aos Romanos é o principal livro do Novo Testamento e o mais puro Evangelho, tão valioso que um cristão não só deveria memorizar cada palavra, mas tê-la consigo diariamente, como pão de sua alma”.
Os homens, pecadores de todos os tipos.
Os Ímpios, pecadores hedonistas
Ler Romanos 1.18-32 – O fracasso e a corrupção dos gentios
A idolatria e depravação dos homens
·18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
· V.18 – A ira de Deus – não tem a ver com a emoção humana de ira, algo que perturbe o equilíbrio emocional das pessoas e as torne desejosas de ferir as outras. Pelo contrário, é um determinação justa das conseqüências do pecado, seu resultado natural. Tem a ver com a justiça.
· Há uma lei que requer retribuição: “o que o homem semear, isso colherá” (Gl 6.7,8)
· V.19 – detém a verdade – reprimem, se defendem, combatem, expulsam) em favor da injustiça. A vontade de não crer. Permanecem sobre eles a lei da semeadura e da colheita – recebem exatamente aquilo que merecem.
· 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
· V.20 – Deus se manifestou – A tríplice revelação de Deus:
1. Revelação externa - Pela sua criação
2. Revelação interna - Pela própria consciência do indivíduo
3. Revelação especial - através das escrituras, do conhecimento da vida e obra de Cristo – isso confirma e completa as outras duas revelações.
· No caso dos ímpios, Deus se revela SIM! – nos dois primeiros tipos de revelação.
· “tais homens são por isso indesculpáveis” – ou seja, os homens podem ser JUSTAMENTE condenados ao julgamento eterno, até sem ouvir de Cristo e do seu evangelho, porque moralmente, merecem tal castigo, pois rejeitaram a luz que Deus deu na natureza e em suas próprias consciências.
· V.21 – Há uma força intuitiva que atrai o homem a Deus, mas eles rejeitaram. Muitos até resolveram adorar a criatura ao invés do Criador (v.25).
· “Nulos em seu raciocínio” – Racionalizaram o seu erro, se desculpando racionalmente por sua desobediência. O seus corações insensatos se obscureceram. “O conhecimento incha. E com freqüência gera orgulho, e o orgulho é castigado por Deus por meio de cegueira espiritual, que é a mãe da idolatria”Wordsworth
· 22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
· 24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!
·26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.
· O Hedonista – a meta da sua vida é o prazer. Dirige sua vida como se não existisse um Deus. Indulgente consigo mesmo. “Boa vida”.
· “Deus os entregou” – significando que os deixou aos seus próprios desejos.
· E daí pra frente, os homens vão de mal a pior (v.24-32)
Os Religiosos
Imagino que assim que Paulo concluiu de abordar os pecados dos ímpios, dos gentios (Rm 1.18-32), alguns religiosos tenham até gostado da exposição sobre tão grande depravação dos ímpios, e tenhdam dito: “É isso mesmo, Paulo! Chibatada neles!”. É provável que eles jamais imaginariam que Paulo também se voltaria contra eles. Talvez eles tenham pensado: “Bem, eu estou contente que essa conversa tenha terminado, pois eu não sou um desses pecadores miseráveis. Essa gente precisa do evangelho, mas não consigo entender o que isso tem a ver comigo!”
Ler Romanos 2.1-11 – Na perspectiva do apóstolo, Os judeus não são muito diferentes – O COMPORTAMENTO ACUSADOR
1Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas. 2Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. 3Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?4Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? 5Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, 6que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: 7a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; 8mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. 9Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; 10glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. 11Porque para com Deus não há acepção de pessoas.
Pensa o religioso:
· “Venha Deus, deixe eu te mostrar os pecados do meu irmão”.
· “Por que eu posso tratar de meus próprios erros se eu posso focar nos erros dos outros?”;
· “Eu posso ser mau, mas desde que eu encontre alguém pior...”.
Os atos de justiça dos judeus não estavam fundamentados em uma transformação ou retidão de caráter, mas em um amontoado de costumes sociais. Mas um exame cuidadoso iria revelar os mesmos pecados vis dos gentios.
Estavam iludidos. Segundo pensavam, eles tinham tudo, eram filhos de Abraão e discípulos de Moisés. Séculos de tradição religiosa. Também eram altivos. O simples ato de esbarrar em um estrangeiro já era considerado uma impureza. Eles eram ZELOSOS com base no seus conhecimentos e nos seus princípios religiosos, mas desconheciam o amor e a misericórdia.
A grande prova de maturidade espiritual é o amor. A obediência ao princípio do amor é mais elevada do que o conhecimento religioso. Gerald Cragg afirma: “A consciência de que estamos aquém daquilo que o nosso conhecimento nos diz, deveria produzir em nós humildade. Conseqüentemente a forma de orgulho que se atreve a julgar os outros é um defeito absurdamente trágico”.
O fato de eles terem o conhecimento que os outros não tinham o faziam ainda mais pecadores que os outros. E mais: Diante de Deus, a vida secreta de todos nós está aberta, e isso é duro de admitir. Não gostaríamos que os outros conhecessem certas coisas a nosso respeito. Tantamos parecer bons diante dos outros e manter as aparências. Mas isso é engano. Enganamo-nos a nós mesmos. Mas Deus sabe de tudo. Nada se oculta diante dos seus olhos.
Ler Romanos 2.17 – 3.20 – E não adianta querer merecer – O COMPORTAMENTO LEGALISTA
O religioso legalista é respeitado, diligente, trabalhador, zeloso, enérgico, disciplinado. Aqui está um que “enxerga” seus pecados e quer resolver essa situação incômoda com Deus por suas próprias forças. Eles liam a bíblia regularmente, oravam, jejuavam, ensinavam, eram profundamente religiosos, mas infelizmente daquilo que ensinavam, não conseguiam praticar e o pior: nunca tinha se passado pela mente deles que também poderiam estar sob condenação de Deus. O que havia de errado? Paulo sabia, pois tinha sido um deles até se encontrar face a face com Jesus.
Romanos 2.24 – “não é de admirar que o mundo fala mal de Deus por culpa de vocês”. Quando a Religião se torna mais importante que a graça, torna o religioso um orgulhoso, convencido, e não consegue ser amável e humilde.
Conclusão: Como diz o Max Lucado: “Você pode dar cinco passos, porém restam cinco milhões à frente. Jamais você vai poder merecer o perdão de Deus. Jamais poderá alcançar a Deus por conta própria. Você precisa de um milagre: PRECISA DE MUITA GRAÇA. precisa que Ele venha até você”.
Romanos 3
9Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; 10como está escrito:
Não há justo, nem um sequer,
11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;
12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,
14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;
15 são os seus pés velozes para derramar sangue,
16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;
17 desconheceram o caminho da paz.
18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.
19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, 20visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.
O impacto da graça
Ler Rm 3.21-31
21 "Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas (NTLH - Mas agora Deus já mostrou que o meio pelo qual ele aceita as pessoas não tem nada a ver com lei.); 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados (Sublinhada- Deus nos declara sem “culpa”) gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
27 Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. 28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei (sublinhada - não pelas coisas boas que fazemos). 29 É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, 30 visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. 31 Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei".
Estão os cristãos sob liberdade condicional ou plenamente perdoados? Quando um prisioneiro é perdoado, ele está completamente livre, sem restrições ou formalidades legais. Quando sob liberdade condicional há restrições: ainda tem de prestar informações, apresentar-se regularmente ao juiz, não pode ir a certos lugares, não pode fazer determinadas coisas, etc. Teria Deus colocado o crente sob liberdade condicional?
Bem... fomos justificados, ou seja, isentos de culpa. É como se nunca houvéssemos pecado. Simplesmente: Ficha limpa. Ou seja: sem ter de pagar nada em troca. Não fomos só livres da pena de morte, como também da culpa. Tudo isso por meio da fé. FÉ EM JESUS CRISTO como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Crendo nEle, que todo a ira de Deus pelo pecado foi descarregada nEle, graciosamente recebemos a justificação. É pura Graça! Estado de Graça! Somos salvos mediante a redenção que há em Jesus (libertar da escravidão mediante o pagamento de um preço).
Então – Resposta – O cristão está completamente perdoado.
Tudo que precisávamos para sermos salvos foi feito por Jesus! Está consumado. Só nos resta acreditar nisso (FÉ) e recebermos o que temos por herança, por graça.
· Romanos 4.6-8
“E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”.
Que imensa felicidade nós temos em Cristo!
A mesma fé que temos em Cristo para sermos justificados diante de Deus nos capacitará para sermos santificados à sua imagem dia após dia.
Romanos 5
1Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
Temos paz com Deus. Isso é muito maior que termos paz em nosso país, paz nas ruas, paz na família, etc. Não estamos mais separados de Deus. Fomos reconciliados com Ele através de Jesus. O termo paz remete a harmonia e unidade com Deus. Bem como, Vínculo de Unidade, Aliança. Jesus é a nossa aliança com Deus. Ele desfez a inimizade que havia entre nós e Deus.
Não temos mais aquele velha angústia, aquele tormento na alma que está distanciada de Cristo, fruto de uma dúvida terrível sobre o valor da existência presente e o medo do desconhecido após a morte. Temos paz! Descanso! E começamos a gozar isso ainda aqui, na terra, mesmo em meio à tribulação(v.3).
Tivemos acesso a esta graça. Impressionante. Nas cortes orientais, somente os mais seletos tinham acesso à presença dos reis, só uns poucos servos poderiam entrevistar-se com eles. Em nosso caso, além de todos termos recebido acesso, fomos chamados de filhos do Rei. Pura Graça! E nela estamos firmes. Indica que não é um privilégio temporário, mas uma bênção permanente.
Gloriamo-nos na esperança da glória de Deus – Isso é mais do que contemplação da mesma, diz respeito também à participação. A esperança de sermos como Ele é, compartilharmos sua natureza gloriosa (Hb 2.10). Seremos dia após dia, até o grande dia, aperfeiçoados, santificados, glorificados. Também é resultado de tão impactante graça. Ele nos levará a glória.
6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
É difícil achar, mas homem talvez se disponha a morrer por um amigo, por um homem justo. Mas e morrer pelo inimigo? Por um caráter pervertido? Por um homem egoísta e violento? Por um assassino?
Deus fez isso em Jesus! Graça soberana! Deus se eleva acima do pecado e ama sem motivo algum. Os homens precisam de algum motivo para amar, já o amor de Deus é ilimitado.
“...muito mais agora...” – só nesse capítulo são quatro dessa expressão. Se Deus havia começado sua obra graciosa através de Cristo, no caso de homens rebeldes e inimigos, então muito mais ainda continuará sua obra sendo estes seus FILHOS. E os livrará completamente da ira. Uma salvação que vai sendo conferida, dia após dia através da vida do Salvador(v.10). nos versos 15, 17 – o fluxo muito mais abundante da graça em comparação com o fluxo do pecado. Abundancia de Graça!
19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. 20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, 21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Superabundante graça! O dilúvio da graça cobriu o do pecado. A avalanche da graça engoliu a do pecado.
por Saulinho Farias
Identificando o desejo mais profundo do coração
“Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto... Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não porém o efetuá-lo”.Romanos 7.15,18
O que você quer de verdade?
Gustavo (nome fictício) é um jovem muito querido em meu pequeno grupo de discípulos. Certa vez ele chegou a mim muito abatido e desanimado. Com um ar de frustração ele me disse: “Acho que não vou conseguir. Eu caí em pecado de pornografia e logo depois pequei em masturbação. Fiquei me lembrando do meu passado e estou confuso! Não sei mais o que fazer. O desejo é muito forte em mim”.
Então eu disse: “Bem, você confessou o seu pecado, está arrependido? Quer mudar de atitude?” Ele me respondeu: “Não sei o que dizer. Outra vez disse que estava arrependido e caí novamente! Não sei mais o que dizer.” Perguntei: “O que você quer de verdade? Pense bem! Você quer a vontade e os sonhos de Deus para sua vida? Quer ser semelhante a Jesus? Quer ser controlado pelo Espírito? Ou você quer se render aos seus desejos pecaminosos como um animal sem controle sobre seus instintos? Quer dar lugar a demônios em sua mente? Você quer o inferno, que está destinado ao diabo e também àqueles que desprezaram a Cristo?”. Assim que terminei essas perguntas, deixei-o sozinho para refletir um pouco.
Quando voltei, ele me respondeu chorando: “Sim, eu quero o Senhor! Vou fazer o quê sem Jesus, Ele é minha vida”. Glorificamos a Deus juntos e, para a glória do Senhor, nosso irmão tem andado em vitória.
Outro jovem chegou para mim para conversar sobre seus caminhos pecaminosos, e eu o questionei da mesma maneira que fiz com o anterior. Esse me respondeu: “Olha só, entendo seu cuidado comigo, obrigado por tudo, mas eu estou decidido. O que eu quero mesmo é continuar como estou. Sei que estou errado, mas não quero deixar aquela pessoa com quem estou”. Bem, não é difícil para você imaginar como está a vida dessa pessoa. Mergulhado em vícios e prostituição, em confusão. Oro para que um dia tal pessoa se arrependa, a se ver frustrado com essa vida de engano e pecado.
Em Romanos 7.15-25, o apóstolo Paulo descreve a natureza do seu próprio conflito contra o pecado, como um verdadeiro discípulo que era. E isso também se aplica a todos nós. É um dos textos que mais me impressiona nas cartas de Paulo.
v.15 - “Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio”.
Se parece com você? Você se arrependeu de seus pecados; se entregou a Jesus; experimentou a alegria da salvação e agora não entende porque vez por outra faz, pensa ou diz besteira. O conflito íntimo entre o bem e o mal na vida dos servos de Deus é tão intenso que às vezes chegamos ao ponto de nem compreendermos o que está acontecendo conosco. Quando examinamos a nossa consciência atestamos que realmente odiamos aquilo que fazemos de errado. Mas por que muitas vezes não conseguimos viver à altura daquilo que gostaríamos? Aquilo que amamos ou sonhamos ser somos tão incapazes de realizar?
Antes de procurarmos essas respostas, vamos retornar à pergunta: Pense você: Afinal, o que eu quero de verdade? Qual o desejo mais profundo do meu coração?
Pensou? Ok! Se você é um discípulo verdadeiro de Jesus você descobre que o desejo mais profundo do seu ser é Deus. Você quer Deus. Você quer viver para agradar a Deus. Sim! Leia em voz alta: “O que mais quero fazer é viver para Deus. Sim! Deus é o meu maior desejo”. Isso faz toda a diferença. O pecado e o erro não é aquilo que o seu verdadeiro ‘eu’ deseja. Aquele velho ‘eu’ foi crucificado com Cristo. Você hoje é uma nova criatura, um novo homem ressuscitou, com um novo ‘eu’, cujo maior desejo é Deus. E preste muita atenção. O que você vai ver agora é realmente libertador:
Paulo continua dizendo: vs. 16-20 - “Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo. E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz”.
“Já não sou eu”. Isso é realmente maravilhoso. Paulo não se identificava mais como o velho homem. Ele fez questão de separar bem as coisas. “Já não sou eu quem faz o mal, mas o pecado; o pecado que habita em mim, ou seja, na minha carne”. Pode até parecer que o apóstolo está tirando “corpo fora”, mas o certo é que ele não estava se desculpando de sua responsabilidade moral, ele estava mostrando que um servo de Deus remido e salvo pela graça é um novo ser, dotado de um desejo puro e santo, com um novo coração onde habita o Espírito Santo; mas que apesar dessa tão profunda realidade, o pecado ainda se faz presente na vida do crente.
Nossa responsabilidade é então: Não negar a presença do pecado e ao mesmo tempo não se identificar com ele. Ou seja: “Eu sou um novo ser criado para ser semelhante a Jesus. Meu profundo desejo é Deus, no entanto tenho que admitir que a presença do pecado ainda está em mim, portanto, de maneira nenhuma posso me dar ao luxo de confiar novamente em minha carne”.
Vs. 21-25 – “Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: no meu pensamento eu sirvo à lei de Deus, mas na prática sirvo à lei do pecado”.
Descobrimos então que não conseguimos fazer por nós mesmos aquilo que desejamos segundo Deus. Só quando nos lançamos na dependência do Espírito Santo é que fazemos o que é do agrado de Deus. E isso é um aprendizado constante em nossas vidas e que anula todo orgulho.
Leia para si mesmo:
1. O desejo mais profundo do meu coração é ser santo. Sou uma pessoa regenerada, transformada. Eu nasci de novo. Sou um novo ser criado em Cristo para boas obras. No fundo, no fundo, quero ser semelhante a Jesus. Quero amar como Jesus, depender como Jesus, perdoar como Jesus, orar como Jesus, ser puro como Jesus, etc.
2. Mas afinal, o que é isso que acontece comigo?! Eu estou perplexo comigo mesmo. Como sou capaz de ser tão duro com as pessoas? Descobri que não consigo perdoar ou até esquecer o que fizeram comigo. Que pensamentos impuros e terríveis me sobrevém. Me sinto um miserável, um infeliz, por perceber tanta maldade em meus olhos e em meus pensamentos. Por que amar é tão complicado? Olho para dentro de mim e não vejo forças em mim mesmo para agir como Jesus agiria. E agora? Quem me livrará do corpo dessa morte?
3. Graças a Deus por Jesus! Sim! Aleluia! Deus fará isso por meio da vida de Jesus em mim, não por meio da minha tão corrompida natureza humana. Aliás, não tem mesmo como tentar melhorá-la. Ela não tem jeito. Está encharcada de pecado. A única solução para ela é a cruz dia-a-dia. Obrigado Senhor por tua graça e pelo teu Espírito em mim, que me capacita a viver uma nova vida de acertos. Hoje vejo que se existe algum bem ou santidade em mim não veio de minha natureza humana caída, mas é proveniente da tua vida em meu novo coração. Isso elimina todo o meu orgulho e me faz completamente dependente de ti para acertar. Toda glória seja dada a Deus!
por Saulinho Farias
PRIORIDADE – Aquilo que vem em primeiro lugar, que tem o nível máximo de importância.
1 . Nosso modelo de vida: Jesus
Ele é o padrão de Deus para as nossas vidas. Ele é a encarnação do projeto eterno do Pai para nós. Ao nos criar Deus quis que fôssemos como Ele é. Portanto, suas prioridades devem ser as nossas prioridades. E qual era a prioridade de Jesus?
João 4.34 - Disse-lhes Jesus: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”.
Podemos dizer que o nível de importância que Jesus dava ao projeto do Pai era o nível máximo (Prioridade).
Jesus nos deu uma ordem clara: “Buscai, pois, em primeiro lugar (dar prioridade) o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. MT 6.33
O reino – O governo de Deus sobre nós, em todas as áreas de nossa vida. Também tem a ver com o Seu chamado para nós afim de estabelecermos da ordem divina na terra.
A justiça – A justiça de Deus é Cristo. O sangue dele derramado nos inocentou. Buscar a justiça também tem a ver com o Seu chamado para nós proclamarmos o Evangelho afim de que homens injustos sejam justificados por meio da fé em Cristo.
2. Como tenho usado MEU TEMPO quanto ao meu chamado?
João 8.29 – “E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço SEMPRE o que lhe agrada”.
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Tempo ocupado
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Tempo livre
3. Como tenho usado MEUS RECURSOS quanto ao meu chamado?
João 8
(28) … “nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou”.
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Habilidades, dons
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Finanças
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Bens (casa, carro, patrimônio)
4. Como encaro MEUS RELACIONAMENTOS diante de meu chamado?
João 17
(6) Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.
(12) Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.
(15) Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.
(19) E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.
(20) Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;
(21) a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
(22) Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos;
(23) eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.
(24) Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.
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Deus
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Cônjuge
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Família
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Amigos
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Conhecidos
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Desconhecidos
5. Como estão os meus SONHOS diante do meu chamado?
João 6.38 – “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou”.
João 8.50 – “Eu não procuro a minha própria glória”
João 17.4 – “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”.
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Motivações
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Planos e Objetivos
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Projeto de vida
por Saulinho Farias
“Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei”. Mateus 7:28,29 (NVI)
O discurso e a prática
“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”. (William Shakespeare)
Muitos, em todo lugar, exibem um vasto conhecimento das escrituras e são mestres quando o assunto é o discurso. Falam muito bem daquilo que afirmam crer. Mas existe algo estranho em suas pregações, elas carecem de alma, de paixão, de fogo. Isso acontece pelo fato de haver uma enorme distância entre aquilo que dizem e aquilo que vivem. Isso é a hipocrisia. Os ouvintes podem até se impressionar com a eloquência de tais mestres, mas não há neles algum vestígio de que tais palavras promoveram vida, cura, transformação.
“Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los”.
Mateus 23:3,4 (NVI)
Muitas igrejas fazem o trabalho oposto daquele trabalho ao qual deveriam estar empenhadas, fazem um desserviço: Anunciam que Jesus é amoroso e são egoístas, vivendo só para si; cantam a santidade e continuam praticando o pecado sem arrependimentos; sorriem uns aos outros nas reuniões, mas alfinetam-se mutuamente pelas costas; afirmam que querem ganhar o mundo, mas nem sequer conversam com seus vizinhos; ou se esforçam para ganhar pessoas, mas não se dispõem a cuidar delas.
Por causa desse serviço ao avesso, muitos fracos na fé se escandalizam e abandonam a igreja, perdidos não encontram esperança e infelizmente, escarnecedores encontram motivo de chacota. Jesus repreendeu essa atitude de maneira severa: "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo”. Mateus 23:13
“O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu”. Isaias 29.13 (RA)
Minha fé é verdadeira?
Digo que creio em Deus. Isso é a verdade? A mais pura verdade? Creio mesmo que Jesus é quem diz ser? Acredito mesmo nos princípios da Palavra de Deus ao ponto de submeter toda minha vida a eles?
Pois é! Para não afundarmos na hipocrisia precisamos desse nível de fé: Uma fé prática. À medida que vamos crescendo na fé pura em Jesus e em Sua Palavra, todas as outras áreas vão se sujeitando ao Seu governo. Vamos aprendendo a confiar plenamente na verdade de Cristo. Se você diz que crê em Cristo, me mostre isso. A prática dos ensinos de Cristo é o que o mundo está esperando ver em nós. Precisamos encarar o chamado de Cristo para seguí-lo como um desafio que deve modificar toda a nossa maneira de viver.
Diante de uma situação crítica, Jesus ordenou uma aparente “missão impossível” aos seus seguidores: "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe.
Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe". Os apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé! "
Ele respondeu: "Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: ‘Arranque-se e plante-se no mar’, e ela lhes obedecerá”. Lucas 17:3-6
Observe o que acabamos de ler:
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Jesus diz: “Perdoe incondicionalmente!” - Ou seja, aqui está o princípio divino, inquestionável, absoluto.
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Você diz: “Ah Jesus, é tão difícil... vou precisar de muita fé para isso, aumente minha fé!” - É interessante perceber que assim se sentiram os discípulos: incapazes de praticar uma ordem do Senhor. Eles não fingiram ter uma grande fé, foram sinceros quanto ao que sentiam.
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Jesus diz: “Não se preocupem em ter uma fé enorme. Se você tiver uma fé minúscula como uma semente, já é suficiente, o que eu quero é que vocês vão lá e obedeçam a minha voz e deixem os resultados comigo. Vocês vão se maravilhar”.
A verdadeira autoridade espiritual
“...Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”. Mt 7.29 (RA)
Falar com autoridade não é grito, ou tom de voz. Jesus era diferente dos religiosos da época. Ele falava com autoridade pois tais palavras estavam envolvidas em muita prática. As pessoas ficavam maravilhadas de sua doutrina e a comparação com os religiosos era inevitável. Jesus tinha imenso poder de atração pois não vivia uma farsa. Ele ensinava a todos com seus atos, pequenos e ao mesmo tempo grandiosos gestos, com sua paciência, convicção, seus sacrifícios, com seu impressionante amor, enfim, ensinava com seu exemplo.
Destruindo a hipocrisia com a integridade
Ou se vive íntegra, intensa e apaixonadamente ou a vida é um desperdício. Ser íntegro é ser pleno no que se é, ser honesto, ainda que falho, é ser verdadeiro quanto a si mesmo, não viver uma fantasia, não usar máscaras conforme a conveniência, é ser incorruptível, irrepreensível.
A hipocrisia é vencida com a verdade, ainda que você sinta-se exposto, o amor de Deus te cobrirá, ainda que você sinta o peso seus erros, o sangue de Cristo te purifica de todo pecado. Ainda que você se sinta envergonhado diante de seus irmãos você descobrirá o tesouro inestimável de uma comunhão verdadeira: irmãos que te amam acima de todas as tuas limitações.
Tenho vivido aquilo que afirmo acreditar? Que essa pergunta estimule em você duas atitudes:
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Fé verdadeira em Cristo e em Sua Palavra
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Disposição sincera de viver à altura dessa fé
Ainda que você se depare com as limitações de sua carne, descobrirá que o poder de Deus realizará aquilo que para você é impossível: o caráter de Cristo manifestado em você.
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Prepare-se!
Essa é a fase de amadurecer como discípulo e se aprofundar no conhecimento dos ensinos do Senhor e da doutrina dos apóstolos.
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