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Nível 4 - Azul

FAZENDO

DISCÍPULOS

Você está prestes a  transbordar de Deus!

Nessa etapa de sua vida com Jesus você vai experimentar a glória de transmitir tudo o que você tem vivido e aprendido a outros. É a vida que te alcançou fluindo de você e transformando outras pessoas.

 

O material abaixo pode ser usados em Encontros Estratégicos

 

N4.01 - Desenvolvendo o amor pelos perdidos

por Saulinho Farias

54:56 min

Uma igreja que cresce de forma saudável (em qualidade, unidade e quantidade) aprendeu um precioso segredo: eles aprenderam a amar os perdidos como Jesus. São movidos por um amor que os constrange a pensar em "ser igreja" também para os de fora, seguindo o exemplo do Mestre

N4.07 - Servindo como elo

por Saulinho Farias

51:30 min

Quão grande esforço fez Jesus para nos unir à Deus e uns aos outros.Temos que nos inspirar no Senhor para também servirmos de elo, como embaixadores dele na terra, sua extensão, o seu Corpo.

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por Saulinho Farias

Existe um desejo no coração de Deus: "Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens;... Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade". 1 Timóteo 2:1-4

 

Existe uma promessa de que: "A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar". Habacuque 2:14

 

Existe um potencial explosivo em nossas vidas. Deus derramou sobre nós o seu amor

"...porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado". Romanos 5:5.

 

Habita em nós Aquele que do nada fez tudo. Aquele que é o próprio amor. Esse é o mistério que esteve oculto de séculos e gerações e foi manifesto a nós. "O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos; Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória". Colossenses 1:26,27

 

Quando nos munimos da Palavra de Deus e cremos em Suas promessas, coisas tremendas acontecem. Quando fazemos do projeto de Deus o nosso projeto de vida, teremos também os resultados de Deus, que vão muito além daquilo que poderíamos conceber. Quando entendemos com clareza o fato de que Cristo está em nós, a ousadia é a nossa marca. Andamos bem acima de toda mediocridade religiosa. Quando entendemos que o mundo está extremamente carente de amor e que nós fomos poderosamente cheios do amor de Deus, o que deve acontecer? Uma explosão! Um "Big Bang" de amor criador onde o nada se faz tudo.

 

Acendendo a chama

 

Intensidade por Deus

 

“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” Deuteronômio 6:5

 

É impossível haver um grande mover espiritual se nosso relacionamento com Deus é medíocre. Precisamos ter nossos corações incendiados pelo Senhor. O fogo do avivamento começa em nossos corações, com um profundo e sincero amor pelo nosso Deus. É um tremendo amor que queima por Deus que será luz para os povos, é a paixão pela Sua presença, a intensa adoração, que será o combustível dessa explosão.

 

Amor intenso uns pelos outros

 

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35)

 

Um ambiente onde existe intimidade entre as pessoas, onde todos conseguem abrir o coração e continuar sendo amados, perdoados, onde existe sorrisos, abraços, olhos nos olhos, paciência, entranháveis afeto, aproximação desprentenciosa, torna-se um ambiente irresistível. A igreja deve ser família. Não fomos chamados para sermos frios, impessoais, formais, distantes. Fomos chamados para ser expressão do amor de Deus no mundo. É tudo o que as pessoas aí fora estão buscando.

 

Engajamento de todos

 

Você precisa entender algo muito importante: Deus vai usar você. Não é do interesse de Deus encher, capacitar e usar apenas uns poucos. Líderes são importantes, mas um verdadeiro mover de Deus envolve a todos. Todos devem acender a chama por Deus e pelo Seu propósito em seus corações. Todos interiorizando a Palavra, profetizando, indo em busca dos sedentos, amparando os aflitos, estendendo a graça aos pecadores, discipulando os novos, enfim, todos se responsabilizando pela transformação ao redor.

 

"Há um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos … até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo … Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função". Efésios 4.6,13,16

 

Precisamos, não apenas exercer um ministério, mas criar uma cultura de ministério,  levando as pessoas a fazerem discípulos, cuidarem bem deles, descobrirem seus dons e servirem no ministério.

 

O pavio da graça e da verdade

 

"Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade". João 1:14

 

A glória de Cristo se manifestou entre nós num perfeito equilíbrio entre graça e verdade. Num maravilhosa união entre aquilo que é justo e o perdão para o injusto. Ele nunca abriu mão da verdade, como também surpreendeu com a misericórdia. Não existe um ministério que experimente uma explosão de amor, um crescimento milagroso, um romper dos limites, se tal ministério não tiver tal glorioso equilíbrio: graça (acolhedora, incondicional, vibrante) e verdade (irrefutável, justa, luminosa).

 

Temos de estar preparados para receber o pecador, oferecendo-lhes a esperança da salvação bem como o reino de Deus, sem jamais abrir mão da verdade que liberta.

 

"Boooom"

 

Muitos dirão: "Mas o que é isso? O que está acontecendo com esse povo? Quem são esses?"  Da mesma forma que muitos se impressionaram: "Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: "Que significa isto?" Atos 2:12;  até que chegaram ao ponto: "...os seus corações ficaram aflitos, e eles perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: "Irmãos, que faremos? ". Atos 2:37;  e imediatamente: "… naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas". Atos 2:41

 

O poder de uma Igreja apaixonada pelo Senhor, é tremendo. Ela é um imã. Sua adoração tem gravidade. O poder do amor, fruto da ação poderosa do Espírito Santo entre nós é que atrai os homens a Cristo. Como disse Tertuliano (Apolog. 39) ao relatar a admiração dos pagãos pelos cristãos naquela época:  “Vede como eles se amam!”.


Creio firmemente que coisas grandiosas acontecem com aqueles que confiam. Uma igreja que acredita que Deus pode impactar uma cidade e transformar milhares, é uma igreja que experimenta tal crescimento. Ver famílias sendo restauradas, jovens que estavam sem perspectiva, agora cheios de sonhos, paz nas ruas, libertação de cativos. Qual é a graça de viver nossa vida cristã se não sonhamos com ousadia os sonhos de Deus?

 

 

Perguntas para meditar:

 

1. Creio firmemente que Deus pode fazer coisas grandiosas entre nós? Creio que podemos ser usados para que milhares se rendam ao Senhor?

 

2. Tenho tido intensidade por Deus? Tenho tido vida de adoração?

 

3. Vivencio um amor intenso pelos meus irmãos?

 

4. Tenho andado em Graça e verdade?

 

 

 

por Saulinho Farias

"Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas". 1 Coríntios 9:19

 

Alguns ministérios são muito bem sucedidos, pois além de serem evidentes os fatores "qualidade" e "unidade", com discípulos santos e amorosos, vemos também presente o fator "quantidade". São comunidades sadias e que crescem em número. Algumas chegam a impressionar de tão tremendo o impacto que causam na sociedade. Mas seria muita ingenuidade pensar que tal crescimento veio de forma aleatória. Não mesmo! Ali há muito sacrifício que não é aparente.

 

Em geral, temos a tendência de focar nos resultados, mas não nos debruçamos sobre o desenrolar da equação. Cometemos o erro de observar apenas os lindos resultados, mas não atentamos cuidadosamente no trabalho desenvolvido para que tais resultados aparecessem. Para que haja uma real frutificação em nossas vidas, precisamos estar dispostos a sacrificar. O maravilhoso peso de glória na eternidade está relacionado à uma vida terrena de sacrifícios pelo reino.

 

"Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre.

Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar.

Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado". 1 Coríntios 9:25-27

 

A natureza ensina

"Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós". Gálatas 4:19

 

Paulo comparava o sacrifício que fazia em prol daqueles que cuidava com as dores de parto de uma mãe. Ela não verá o seu filho sem atravessar essa dor. Se não formos capazes de chorar por vidas, de sentir em nossas entranhas amor por elas, se não estivermos dispostos a "carregá-las em nós", em nossos corações (o que de certa forma aumenta o peso), também não veremos Cristo ser formado nelas. Não teremos frutos.

 

 

 

É honroso pagar um preço

 

Veja Abraão em Genesis 23

4 - Como sou estrangeiro aqui nesta terra, não tenho um sítio onde sepultar a minha mulher. Vendam-me, por favor, um pedaço de terra para isso.

5 - Sem dúvida!, responderam-lhe. Tu, no nosso meio, és como um príncipe de Deus. Para nós será um privilégio que escolhas nesta terra a melhor das sepulturas, para lá pores a tua falecida mulher.

7 - …(Abraão) Pagar-lhe-ei o devido preço por isso.

10 - (Efrom): Ouve-me, eu dou-te não só a cova, mas até o campo todo, sem teres nada a pagar. Aqui, diante dos meus concidadãos afirmo que te dou isso sem te pedir preço algum. Podes lá ir à vontade sepultar a tua mulher.

12 - Abraão tornou a inclinar-se diante de todos...: Não, deixa-me que to compre. Dou-te pelo campo o preço que combinarmos e só então enterrarei a minha mulher.

 

Agora Veja Davi em 2 Samuel 24:21-25:

"E disse (Araúna): "Por que o meu senhor e rei veio ao seu servo? " Respondeu Davi: "Para comprar sua eira, e edificar nela um altar ao Senhor, para que cesse a praga no meio do povo".

Araúna disse a Davi: "O meu senhor e rei pode ficar com o que quiser e ofereça-o em sacrifício. Aqui estão os bois para o holocausto, e o debulhador e o jugo dos bois para a lenha.

Ó rei, eu dou tudo isso a ti". E acrescentou: "Que o Senhor teu Deus aceite a tua oferta".

Mas o rei respondeu a Araúna: "Não! Faço questão de pagar o preço justo. Não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada". Davi comprou, pois, a eira e os bois por cinqüenta peças de prata.

E Davi edificou ali um altar ao Senhor e ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão. Então o Senhor aceitou as súplicas em favor da terra, e a praga parou de destruir Israel". 2 Samuel 24:21-25

 

Vivemos a geração da desonra. Quantos filhos não dão o valor devido aos seus pais, à sua história, ao patrimônio material ou imaterial adquirido pelos seus pais com tanto esforço! É lamentável ver o conceito de valor e honra, que se construiu com tanto trabalho e sacrifício, sendo banalizado pela sociedade que vivemos.

 

O que aprendemos com Abraão e com Davi? Que é honroso pagar um preço.  Muitos não entendem a honra que é sacrificar-se pelo Senhor. São pessoas que vivem um "cristianismo" de ocasião e fazem aquilo que é meramente conveniente. Não assimilaram ainda o concento de "honra". Muita gente não quer se sacrificar pelos seus, quanto mais pelos que ainda não conhece?  

 

É preciso que haja a consciência de que é preciso pagar um preço pessoal pelas vidas. Existe honra no sacrifício. A honra gera sacrifício, que gera frutos, que gera galardão diante de Deus e dos homens.

 

É por eles...

 

"Em favor deles eu me santifico". João 17:19

 

Que lindo é o altruísmo ensinado por Cristo. Líderes espirituais devem ser como Jesus, abnegados em prol das vidas. E mais… sacrifício agradável é aquele que nasce de um amor profundo. Na vida, não medimos esforços para estar e agradar quem amamos, ou para conseguir o que amamos. Se amamos os perdidos, fazemos de tudo para alcançá-los. Nenhum sacrifício será em vão.

 

Uma consciência coletiva de sacrifício.

 

Como comunidade local, para que haja um crescimento verdadeiro,  é necessário ser criada uma consciência coletiva de sacrifício. Não bastam os líderes serem abnegados, todos devem entender que precisam sacrificar-se, imitando-os e tendo a Cristo como exemplo maior.

 

Por que muitas igrejas são estéreis?

 

Não querem dores de parto. Um punhado de gente egoísta que apenas quer ser salva do inferno, mas que não chora pelos perdidos nem se sacrifica por eles. As igrejas que crescem desenvolveram um senso de valor no sacrifício.

 

Altruísmo puro: Sacrificando-se por desconhecidos.

 

Um "desconhecido" é apenas um estado circunstancial de alguém em relação à você. É um desconhecido hoje, pode não ser amanhã. Portanto, quem se sacrifica por alguém que ainda não viu é um servo de Deus que age por fé, acreditando piamente no que virá a ser. É como uma mãe grávida, que gera em seu interior um filho que ainda não vê.

 

Sempre quando vou proclamar Jesus a alguém desconhecido, trato essa pessoa como se já fosse um grande amigo meu, como se já o conhecesse há um bom tempo. Me aproximo de alguém com o seguinte pensamento: "Eis aí alguém que pode vir a ser um dos mais dedicados discípulos do Senhor que pude conhecer", ou até, "eis aí um dos meus melhores amigos, um companheiro de fé, um irmão; é por ele que venho orando e me sacrificando nesse tempo".

 

"E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim". João 17:20

 

"Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram a minha pessoa". Colossenses 2:1

 

Alguns tipos de sacrifício, pense a respeito:

  • Tenho sacrificado meu tempo, investindo palavras de Deus em vidas?

  • Tenho sacrificado financeiramente em prol do reino? Ou apenas contribuo de maneira conveniente?

  • Abro mão de meu conforto pelo próximo?

  • Renuncio no tempo devido relacionamentos com os quais já tenho aliança e intimidade, em prol de conquistar aqueles que ainda não me são íntimos?

 

por Saulinho Farias

"O ministério de Jesus foi também marcado pela maneira como atraiu as multidões. Parecia haver nele uma força de gravidade. A maneira como Ele olhava as pessoas, a maneira como abordava os necessitados, como tocava os leprosos, abraçava os rejeitados, atendia as crianças, foi chamando a atenção de muita gente. Muitos curiosos, porém sedentos, queriam saber quem era aquele Galileu tão especial. Sua fama se espalhou de uma maneira incrível e inevitável.

 

Jesus tinha uma percepção muito apurada do que acontecia com as pessoas. Ele dependia do Espírito Santo nas suas conversas e suas mensagens, e especialmente na forma como olhava as pessoas: com amor. Tamanho amor fazia com que Ele se interessasse por cada uma daquelas vidas. Ele chegou a chorar por Jerusalém e também sentia grande compaixão das multidões, porque eram como ovelhas que não tinham um pastor. Ele as entendia, como bom pastor que era. Ele tinha a resposta certa para cada coração. Ele tinha um propósito tremendo para inspirar cada alma.

 

"Ao ver as multidões, Jesus sentiu grande compaixão pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor". Mateus 9.36

"Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos". Lucas 19:41,42

 

Como Jesus desenvolveu tamanha habilidade?

 

Vou tentar me amparar aqui além do fator onisciência. Como Jesus, por exemplo, sabia o nome de Zaqueu quando o convidou a descer da árvore (Lc 19.1-6)? O que havia ali? Será que a onisciência é a única resposta?

Eu acredito que havia mais sim. Jesus sabia o nome dele por uma razão óbvia: interesse. creio que enquanto esteve entre os homens, o nosso Senhor se interessou por eles, pelas suas histórias, queria estar entre as pessoas, ouvir sobre elas, sobre outras, queria sim, guardar o nome delas, não apenas em sua mente humana, mas também em seu coração.

 

Acredito que Zaqueu era um nome muito falado naquela região. Todos sabiam, contavam histórias sobre ele. Talvez o próprio Senhor tenha ouvido sobre o mal falado homem. Quem sabe? O fato é: Ele o chamou pelo nome. E isso é muito significativo. É o resultado de um profundo interesse pelas pessoas.

 

Jesus não estava internado em um escritório. Seu ministério não era enclausurado em quatro paredes. Ele andava ao ar livre, respirando o mesmo ar do povo, estava entre eles, caminhando calma e estrategicamente pelas suas praças, ruas e casas, comendo o que comiam, conversando com eles, olhando-os nos olhos, convidando-os a seguí-lo.

 

Para atrair e ganhar multidões

 

Capacitados pelo Espírito Santo e inspirados por esse amor de Cristo, precisamos também entender a dinâmica das ruas. Nos esforçar para compreendê-los. Interagir. Abordar, Conectar-se. Comunicar-se com eficiência.

 

Precisamos estar onde estão. Não para ser influenciados pelas trevas mas para sermos luz onde está mais escuro. Essa deve ser a nossa natureza: Luz. E nossa missão: Iluminar.

 

"Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".

Mateus 5:14-16 NVI

 

Obviamente, a nossa caminhada deve ser na direção do Espírito Santo. Não por mero impulso, mas sob a influencia da missão e do amor pelos perdidos. Quando nos dispusermos a ouvir o pulsar das ruas vamos nos surpreender com o que descobriremos: Muita sede e fome de Deus. Muitos ansiando pela paz. E onde está essa paz? Em Cristo. E onde Cristo está? Em nós. Somos emissários da paz com Deus. Nos foi outorgado o ministério da reconciliação de muitas vidas com Ele.  "E tudo isso provém de DEUS, que nos reconciliou consigo mesmo por JESUS CRISTO e nos deu o ministério da reconciliação"  (2 Co 5.18).

 

Em Efésios 6.15 temos uma interessante peça da armadura de Deus que devemos nos vestir: Um calçado especial: A preparação do evangelho da paz.

"e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz". NVI

 

"Calcem sapatos que possam fazê-los andar depressa ao pregarem o evangelho da paz". Nova Bíblia Viva

 

Creio firmemente que, ao andarmos em meio aos povos nesse mundo, o barulho que fazem os nossos pés é diferenciado. Ao invés do "Toc-Toc" característico dos passos, os nossos soam assim: "paz-paz-paz-paz". Sim! Esse é o som que deve ecoar até os ouvidos das multidões. É exatamente isso. Esse é o pulsar dos nossos corações. Estamos ouvindo o deles, eles precisam ouvir o nosso.

 

por Saulinho Farias

É impressionante como a abordagem é um fator tão importante e ao mesmo tempo tão negligenciado pelos cristãos. A maneira como nos aproximamos ou recebemos alguém pode ser tão importante quanto tudo o que vem após isso. O primeiro encontro que temos com as pessoas é crucial e deve receber a devida atenção, além de ser uma questão de boa educação, também se trata de uma manifestação de amor. Jesus foi um Mestre também no quesito abordagem. Muitos desses momentos foram relatados nas Escrituras: A mulher samaritana, A mulher pega em adultério, Jairo, Zaqueu, o jovem rico, o leproso, os 10 leprosos, Nicodemos, Marta e Maria, bem como todos os seus discípulos.

 

Amor (O jovem rico). "E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: "Falta-te uma coisa!"

Marcos 10:21. Se tem algo que me impressiona nessa passagem é o relato de que Jesus amou aquele jovem. Aquela breve conversa com ele não foi obstáculo para tão intenso amor ser manifesto. Se há uma coisa que devemos pedir a Deus ao olhar para as pessoas é que Ele nos inspire com amor divino no olhar. Que Elas vejam o amor de Deus em nossos olhos.

 

Alegria (Jesus e as crianças) - Há poder de atração em um sorriso. Por que você acha que muitas comédias gostam de colocar o som de boas risadas? Elas atraem as pessoas. As crianças eram atraídas à Jesus por haver alegria nele. Crianças não são atraídas à pessoas de cara fechada.

 

Interesse  (O leproso) -  "E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo". E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra". Mateus 8:2,3.  O leproso sabia que Jesus tinha poder para curá-lo, mas desconhecia seu interesse. Muitas vezes é mais fácil acreditar no poder de Deus do que em seu amor. Jesus fez questão de ser bem claro: "Quero!"; "Tenho interesse em você!". Da mesma forma devemos demonstrar real interesse pelas pessoas. Elas sabem quando não são amadas, quando não nos importamos. E não adianta tentarmos disfarçar, elas sabem.

 

Compaixão e Serviço (Jairo) - "E eis que chegou um homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte". Lucas 8:41,42. Jesus se compadecia e como resultado, servia as pessoas. Onde maior era a necessidade, lá estava Ele. As igrejas que crescem aprenderam à atender a necessidade das pessoas e servi-las com amor.

 

Graça (A mulher pega em adultério). "Então ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?

Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar". João 8:10,11. Devemos ter a mesma postura que Jesus. É triste ver que muitos, em muitos lugares, são rotulados pelos seus pecados. Em lugares religiosos, os tais são vistos com desdém, desconfiança e preconceito. Jesus vê as pessoas, muito mais do que seus pecados.

 

Envolvimento (Maria, Marta, Lázaro) - "E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa". Lucas 10:38

Entrar na realidade das pessoas. Não ficar na margem, com medo de se aproximar, não! Jesus fez isso também vindo até nós, os homens. Se envolveu "até o sangue" conosco.

 

Algumas Dicas:

 

  • Tenha Iniciativa (A mulher samaritana) - Observe Jesus em João 4. Sempre tomando a iniciativa, quebrando as barreiras que a mulher impunha.

  • Chame as pessoas pelo nome - Lembra da história de Zaqueu? Jesus fez questão de chamá-lo pelo nome. Nos sentimos bem quando os outros nos chamam pelo nome. Da mesma forma façamos com as pessoas. Que entre nós elas venham a pensar e sentir: Aqui eu não sou só mais um.

  • Comece de onde a pessoa está e leve-a até Deus. Veja o exemplo de Felipe e o Eunuco. "E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?  E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse… Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus". Atos 8:29,30, 35.  Precisamos entender em que patamar de conhecimento de Deus a pessoa está e progressivamente ajudá-la. O grande problema de muitos que não conseguem levar pessoas a Jesus é a impaciência. Tratam os outros como que já soubessem de tudo. Não querem esperar por elas nem "descer" ao nível delas para ajudá-las. Cuidado! Há um tanto de soberba nisso.

  • Procure um gancho. Uma situação que possa servir de aproximação entre você e a pessoa. A pessoa está lendo um jornal? Comente uma notícia. Ela está vestida com a blusa de um time de futebol? Fale da nossa carreira em Cristo. Houve uma situação difícil em algum lugar? Todos estão sabendo? Use isso como um gancho para se aproximar das pessoas. Em toda e qualquer circunstancia há um gancho.

  • Faça contatos - Intencione uma real aproximação, se possível, pegue o número do celular, envie mensagens, marque outro encontro, convide para sua casa. João 1.38-39 -  "E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima".

por Saulinho Farias

"No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo". I João 4.18

 

Será que serei notado? Ou serei só mais um? Será que sou bem vindo?

 

Uma  das situações mais difíceis de se suportar para a maioria das pessoas que visitam determinadas igrejas ou encontros é a indiferença por parte daqueles que estão recebendo.

 

É terrível nos sentirmos como apenas um número, ou até mesmo como alguém invisível. Quando somos convidados a estar num lugar onde ninguém nos conhece e ao chegarmos percebemos que nem fomos notados, ninguém se aproximou, olhou nos nossos olhos, conversou conosco, enfim, não voltamos ali. Outra situação é quando, até somos notados, alguns até chegam e falam conosco, apertam nossa mão, mas, parece não ser nada mais além disso. Trata-se apenas de uma formalidade ou educação social. As pessoas continuam lá, ilhadas nos seus grupos, amigos ou famílias. Apesar das aparências, a sensação que temos é que não houve real interesse em nós.

 

Mas quando chegamos a um lugar onde de imediato vemos alegria verdadeira com a nossa presença, gente querendo fazer de nós seus novos amigos, pegando nossos contatos, nos recepcionando calorosa e carinhosamente, como não voltar? Portanto, vamos abraçar as pessoas, não apenas com nossos braços, mas com nossos sorrisos, com nossa atenção por elas, com nossos corações.

 

Será que essa gente quer me explorar financeiramente?

 

"E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita". 2 Pedro 2:3

 

Infelizmente essa é uma verdade em muitos ambientes "religiosos" ou sociais, cujas ambições das pessoas é material. O amor faz com que esse temor se vá. Ninguém que ama explora o outro, pelo contrário, se sacrifica pelo outro. Quando as pessoas se aproximarem de nós e perceberem que são amadas, automaticamente esse temor vai embora.

 

Será que eu sirvo para alguma coisa? Aqui já tem tanta gente!

 

"Não temas; de agora em diante serás pescador de homens".  Lucas 5:10b

 

Quando as pessoas começam a entender que Deus tem um plano, um projeto de vida mais elevado para elas, um propósito eterno, esse medo se dissipa. Somos instrumentos de Deus para comunicar aos perdidos que em Jesus eles são encontrados. Somos responsáveis por anunciar boas notícias para as pessoas, não apenas de que são amadas, como também de que Deus deseja usá-las poderosamente para a Sua glória.

 

Será que eu serei aceito?! E se eles souberem quem eu sou de verdade e souberem do meu pecado? Será que vão me condenar? Ou me deixar de lado depois disso?

 

"E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos.

E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu nào vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento".  Mateus 9:10-13

 

Eis aí mais uma dura realidade de muitos lugares. Falta-lhes graça e misericórdia para com os demais pecadores. Os que os visitam se sentem como impuros demais perto de um povo tão "santo", na verdade um povo meramente moralista e legalista. Se somos santos de verdade entendemos que santidade não é produto nosso mas uma ação contínua da maravilhosa graça de Deus sobre nós.

 

Na igreja do Senhor os pecadores são acolhidos, abraçados, recebidos. Todos nós somos miseráveis e pobres necessitados de um Salvador. Entre nós não pode haver santarrões, mas sim santos revestidos da humildade de Cristo o suficiente para jamais apontarem o dedo para qualquer semelhante, seja lá o que tenham feito, mas sim, santos o suficiente para estender-lhes o coração e transformá-los, não pela força ou mero argumento mas pela graça e pela verdade.

 

Será que há real transformação nesse lugar? Será que minha vida pode mudar? Será que realmente Deus está aqui no meio deles?

 

A característica mais impactante, aquela que pode fazer toda a diferença é essa: Sermos CHEIOS DE JESUS. Plenos do poder do alto e da presença do Espírito Santo, de tal maneira que o caráter de Cristo possa ser percebido pelas pessoas como um perfume em nós, de tal maneira que de cada poro de nosso ser exclame seu amor.

 

A adoração ao Senhor Jesus sobe como perfume suave a Deus, mas também serve como um tremendo testemunho aos homens. Quando adoramos com intensidade, uma impressão do espírito é fincada nos corações dos que estão em nosso meio. Um rio de vida transborda de nós e atinge a outros. Portanto, vamos transbordar de Cristo, de amor por Ele, de intensa e profunda paixão por Seu nome. Que Ele esteja na ponta dos nossos lábios, no levantar de nossas mãos, no pulsar de nossas danças, na alegria de nossas celebrações, nas lágrimas de nossos olhos quebrantados.

 

"Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel". Salmos 22:3

por Luiz Carlos

O espírito de fé atrai multidões e o espírito de Amor ajuda a conservar

(Pr. Abe Huber).

 

Por que temos que ter fé?  

Porque sem fé é impossível agradar a Deus.

 

"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam". Hb11:6.

 

"Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado". Rm14:23

 

Tudo o que venhamos fazer em nossas vidas que não provenha de fé é pecado, ou seja, falta de fé é pecado (incredulidade).

 

Nós como líderes não podemos perder a fé, primeiro, na obra que Deus quer fazer por nós, pois Deus não descerá dos céus para fazer pessoalmente a obra que Ele deseja fazer através de nós. Ele quer e irá nos usar, para isso temos que crer em sua obra dentro de nós, através de nós e crer de forma incondicional em sua Palavra, que nos guiará como realizar essa obra grandiosa.

 

Muitos podem falar que tocam em JESUS, mas quem realmente toca nele é quem tem fé em seu poder a mulher do fluxo de sangue.

 

 

Temos que ter fé nas pessoas que estão conosco

 

Você precisa crer nas pessoas que Deus escolheu para estar cuidando de sua vida (te discipulando, mentoriando) e crer na transformação e ação do Espírito na vida dos discípulos de Jesus que estão com você (aqueles aos quais você está servindo), você precisa declarar a bênção que seus Discípulos se tornarão, tenha fé em suas palavras e tenha fé neles.

 

2Co5:16 - "Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo".

 

Conserve o espírito de fé

 

Seja perseverante! Você tem que proteger o espírito de fé nos "seus" discípulos e nas circunstâncias que você está envolvido.

 

A fé produz milagres! Leia Hebreus 11.

 

Cuidado! A falta de fé impede a operação do Espírito Santo.

 

"E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles".

Mt13:57,58

 

Manter um espírito de fé é um grande desafio que temos pela frente!

 

por Saulinho Farias

Meditando em Jesus nós nos impressionamos com a sua tremenda habilidade em ouvir as pessoas. Sua audição era aguçada pelo Espírito e ouvia até aquilo que não era pronunciado, o som que era ecoado na região dos pensamentos e que brotava do coração. Quantas vezes os fariseus foram surpreendidos com o Senhor ouvindo seus pensamentos maus?

 

Jesus manifestava o interesse em ouvir as pessoas falarem sobre suas necessidades e aflições. Muitas vezes tal necessidade era claramente visível, mas ainda assim o Senhor estimulava as pessoas a falarem, quando perguntava: “o que você quer que eu faça?” Não é à toa que o ministério de cura de nosso Senhor Jesus foi tão forte e poderoso. Ele não chegava lá e simplesmente curava alguém como se fosse mais um. Não! Ele olhava nos olhos de cada um, de maneira profundamente amorosa e interessadamente atentava em suas palavras.

 

Quando Lázaro morreu e o Senhor chegou à Betânia, ele já estava ciente de tudo que tinha acontecido, bem como do que iria acontecer. Marta chegou chorando e logo depois Maria se derramou aos seus pés em prantos, dizendo: “Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido”. Ele não interrompeu suas palavras. Ele não disse: “Eu já sei! Eu já sei!” Ao invés disso, Ele atentou no sofrimento daquelas irmãs e chorou com elas, mesmo sabendo o que estava para acontecer, de que Lázaro iria ressuscitar. Ele foi capaz de ouvi-las, de comover-se e de chorar com elas.

 

Em nossos relacionamentos devemos ser capazes de ouvir uns aos outros. Em Hebreus 5.11 o apóstolo denuncia a imaturidade daqueles irmãos e aponta a causa: “...porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir”. Na versão do Novo Testamento Vivo, temos: “Existe muito mais que eu gostaria de falar nestas linhas, mas vocês parecem não prestar atenção, portanto é difícil fazê-los compreender”. No verso 12 vemos que eles já deveriam ser mestres, levando em consideração o tempo na fé que tinham, mas não eram porque tinham dificuldade em ouvir.

 

Um bom discipulador é antes de tudo um bom discípulo. Alguém que ensina bem com certeza aprendeu a ouvir bem. Parar para ouvir pessoas mais maduras é um sinal de maturidade, parar para ouvir o companheiro (alguém no mesmo nível) é sinal de amizade, parar para ouvir os mais jovens espiritualmente é sinal de humildade. E é aqui que vamos nos deter por enquanto.

 

Ouvir o discípulo é uma habilidade que os grandes mestres aprenderam. Muitos “mestres” querem apenas ser ouvidos pelos seus discípulos. Eles têm uma profunda dificuldade de parar de falar.  Têm sempre a primeira e a última palavra. Sempre estão certos. Aquilo que falam parece ser uma lei indestrutível no universo ou a última revelação do terceiro céu. Não estão preparados para aprenderem com outras pessoas, ao invés disso sempre pensam que todos deveriam aprender com eles. Como resultado, estão em posição de autoridade, mas completamente desprovidos dela, por causa do orgulho do coração. São discipuladores só de título, são mestres de posição, mas não do coração. Não influenciam, não cativam, não conquistam. Muitos discípulos à sua volta tem dificuldade de conviver com eles, pois não se sentem cuidados, amados, compreendidos. Qualquer palavra corretiva por parte dos discípulos é vista como uma ofensa, rebeldia, insubordinação.

 

Ouvir o discípulo é muito importante para ele seja curado em sua alma. Precisamos deixa-lo falar, se expressar, sentir-se livre para abrir seu coração conosco. Muitas vezes queremos interromper o discípulo por causa de uma simples palavra que não concordamos e então, nossas boca se transforma em uma cachoeira de palavras interruptas que empurram para baixo qualquer possibilidade de o discípulo ser compreendido. Se não formos capazes de ouvir as pessoas, como iremos compreendê-las? Muitas vezes tiramos conclusões dos discípulos baseando-se em nosso ponto de vista, e não atentamos para o que a Palavra diz, como também, ignoramos o contexto de vida do discípulo. Como resultado, as feridas continuam expostas e os filhinhos sem cura.

 

Não estou dizendo que não temos que falar nada e só ficar ouvindo. Não vamos para outro extremo. Sim precisamos falar, precisamos corrigir, precisamos admoestar, precisamos confrontar. O importante é sempre perguntarmos ao Senhor, quando e como devemos falar.

 

Quando? – “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” Pv 25.11  -  Muitas vezes queremos falar tudo o que o discípulo precisa, mas na circunstancia errada. Não temos a paciência para esperar o momento certo. Aprendi coisas preciosas na convivência com discípulos aparentemente problemáticos. Às vezes não temos que falar nada pra eles. Sim, às vezes o nosso silencio fala com mais força do que qualquer palavra. Em algumas situações, deixei que algumas pessoas tirassem suas próprias conclusões sobre suas próprias palavras, e saí de perto, agendando uma nova conversa para outro dia, quando a poeira baixasse e a pessoa estivesse mais predisposta a ouvir. Nesse intervalo, dobrei meus joelhos e clamei ao Senhor para que ele falasse àquele coração. No outro dia quando voltei, não foi preciso eu falar, a própria pessoa veio reconhecendo seus erros e pedindo oração.

 

Como? – “Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo” Pv 16.24 – Como precisamos melhorar nesse aspecto. Somos tão incisivos, duros e ásperos no falar que acabamos piorando a situação. A Bíblia diz que devemos corrigir com espírito de brandura (Gl 6.1). Devemos ser mansos, brandos, cordiais. Isso não significa que vamos passar a mão por cima dos erros ou não tocar na ferida, mas sim que vamos tratar com óleo e vinho (Lc 10.34), ou seja, com unção e graça do Espírito Santo, por meio da Palavra de Deus.

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