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N5.01 - Onde estão os obreiros?

por Saulinho Farias

1. O clamor por trabalhadores

 

"E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara".   Lucas 10.2

 

É duro para nós sabermos que há muito trabalho a ser feito, porém tem pouca gente disposta a dividir a carga. O próprio Jesus admitiu esse fato e pediu para que orássemos a Deus para que Ele levantasse pessoas dispostas a trabalhar.

 

A compaixão e a oração por obreiros formam uma união poderosa que leva o Senhor a aumentar o número de trabalhadores na colheita espiritual. Uma igreja que se compadece das pessoas e que clama a Deus para que se aumente o número de trabalhadores é uma igreja que cresce poderosamente.

 

2. O combustível do ministério

 

"Ao ver as multidões, Jesus sentiu grande compaixão pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor. Então, falou aos seus discípulos: “De fato a colheita é abundante, mas os trabalhadores são poucos, por isso, orai ao Senhor da seara e pedi que Ele mande mais trabalhadores para a sua colheita”.. Mateus 9.36-38  (Versão King James Atualizada)

 

Ah se todos pudessem contemplar! Como é maravilhosa a colheita espiritual, como existem tantas e tantas pessoas esperando por nós, por uma simples palavra de amor, pela esperança do evangelho que recebemos. Como são maravilhosos os frutos e tão tremenda a eterna recompensa de nos envolvermos na seara.

 

E nós? estamos ouvindo o clamor dessa gente? Jesus foi extremamente sensível ao clamor das pessoas e cidades.  "Ao ver as multidões, Jesus sentiu grande compaixão pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor".  A compaixão é o combustível do Espírito para o ministério. Jesus era movido por íntima compaixão: compaixão profunda.

 

"E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores". Lucas 7.13

"Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo seus olhos viram; e eles o seguiram". Mateus20:34

"Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão". Lucas 10:33

"E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos". Mateus 14:14

"Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm o que comer". Marcos 8:2

 

 

3. O senso de urgência

 

"Enquanto isso, os discípulos insistiam com Ele: “Mestre, come!” Mas Ele lhes disse: “Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.” Então os discípulos disseram uns aos outros: “Será que alguém lhe teria trazido algo para comer?” Explicou-lhes Jesus: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra. Não dizeis vós: ‘Ainda há quatro meses até a colheita?’. Eu, porém, vos afirmo: erguei os olhos e vede os campos, pois já estão brancos para a colheita. Aquele que ceifa recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, e assim se alegram juntos o semeador e o ceifeiro".  João 4.31-36

 

A necessidade é urgente. Talvez você olhe ao redor e pense que haverá muito trabalho a fazer no futuro, mas a realidade é que já tem muito trabalho pra fazer hoje, agora. Na obra do ministério não há lugar para procrastinação (viver adiando, atrasando). Não devemos ficar esperando oportunidades futuras; agora é o tempo oportuno.

 

4. Há trabalho para todos

 

Uma igreja que cresce de maneira saudável compreendeu que o ministério é para todos os santos e não apenas para alguns. Existem ministérios comuns (para todos) e ministérios específicos (para alguns) que vamos estudar posteriormente.

 

5. O trabalho é braçal, ou seja, intenso.

 

O crescimento da igreja tem uma etiqueta de preço. Não adianta a igreja querer ser mãe de multidões se não quer sofrer dores de parto. O preço que tem que ser pago é o preço do ministério, do serviço, e todos devem estar envolvidos. Fazer discípulos não é mágica, nem uma linha de montagem. Na verdade, é um trabalho artesanal, árduo, exige muito amor e dedicação da nossa parte. É duríssimo o trabalho de replicar o ministério: passar para outro a mesma "pegada" ministerial que você tem.

 

"O qual (Jesus) nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim". Colossenses 1.28-29

 

6. Disposição - grande virtude dos servos.

 

Muitos imaginam que para começar a servir precisam de grande capacitação, mas na verdade, Deus capacita aqueles que se dispõem a servi-lo. Que você seja capaz de orar: "Senhor, eu não sei bem como fazer, mas estou disposto a aprender e te servir nessa obra maravilhosa, sem olhar para trás".

 

"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim". Isaías 6:8

 

7. Servir nas coisas simples e aparentemente pequenas

 

Muitos querem servir em ministérios que sejam, aos olhos dos homens, grandes, com grande projeção midiática, trabalhando em coisas que todos possam ver, mas o grande teste do serviço está na capacidade de servir em obras que acontecem nos bastidores, no dia-a-dia, quando ninguém está vendo, obras que homem nenhum pode recompensar. Coisas como ajudar à mãe ou o pai, lavar os pratos, levar o lixo, dar uma oferta para ajudar um irmão, ser leal ao patrão, ajudar na arrumação de um salão de reuniões, cuidar de crianças pequenas, auxiliar um idoso, dar carona a alguém, visitar um doente no hospital, socorrer o necessitado ou amparar uma viúva.

 

"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens". Efésios 6:6,7

 

Como é bom saber que temos com quem contar

Jesus pode contar com você?

 

Perguntas para meditar

 

  • Quando penso em ministério o que me vem à mente?

  • Será que realmente entendi que tenho um ministério?

  • Tenho tido compaixão pelas pessoas?

  • Tenho tido senso de urgência ou tenho adiado meu envolvimento na obra do Senhor?

  • Quando aparece uma necessidade diante de mim, procuro eu mesmo resolver, ou passo para outro, tendo eu mesmo condições de resolver?

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