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N4.04 - Ouvindo o pulsar das ruas

por Saulinho Farias

"O ministério de Jesus foi também marcado pela maneira como atraiu as multidões. Parecia haver nele uma força de gravidade. A maneira como Ele olhava as pessoas, a maneira como abordava os necessitados, como tocava os leprosos, abraçava os rejeitados, atendia as crianças, foi chamando a atenção de muita gente. Muitos curiosos, porém sedentos, queriam saber quem era aquele Galileu tão especial. Sua fama se espalhou de uma maneira incrível e inevitável.

 

Jesus tinha uma percepção muito apurada do que acontecia com as pessoas. Ele dependia do Espírito Santo nas suas conversas e suas mensagens, e especialmente na forma como olhava as pessoas: com amor. Tamanho amor fazia com que Ele se interessasse por cada uma daquelas vidas. Ele chegou a chorar por Jerusalém e também sentia grande compaixão das multidões, porque eram como ovelhas que não tinham um pastor. Ele as entendia, como bom pastor que era. Ele tinha a resposta certa para cada coração. Ele tinha um propósito tremendo para inspirar cada alma.

 

"Ao ver as multidões, Jesus sentiu grande compaixão pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor". Mateus 9.36

"Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos". Lucas 19:41,42

 

Como Jesus desenvolveu tamanha habilidade?

 

Vou tentar me amparar aqui além do fator onisciência. Como Jesus, por exemplo, sabia o nome de Zaqueu quando o convidou a descer da árvore (Lc 19.1-6)? O que havia ali? Será que a onisciência é a única resposta?

Eu acredito que havia mais sim. Jesus sabia o nome dele por uma razão óbvia: interesse. creio que enquanto esteve entre os homens, o nosso Senhor se interessou por eles, pelas suas histórias, queria estar entre as pessoas, ouvir sobre elas, sobre outras, queria sim, guardar o nome delas, não apenas em sua mente humana, mas também em seu coração.

 

Acredito que Zaqueu era um nome muito falado naquela região. Todos sabiam, contavam histórias sobre ele. Talvez o próprio Senhor tenha ouvido sobre o mal falado homem. Quem sabe? O fato é: Ele o chamou pelo nome. E isso é muito significativo. É o resultado de um profundo interesse pelas pessoas.

 

Jesus não estava internado em um escritório. Seu ministério não era enclausurado em quatro paredes. Ele andava ao ar livre, respirando o mesmo ar do povo, estava entre eles, caminhando calma e estrategicamente pelas suas praças, ruas e casas, comendo o que comiam, conversando com eles, olhando-os nos olhos, convidando-os a seguí-lo.

 

Para atrair e ganhar multidões

 

Capacitados pelo Espírito Santo e inspirados por esse amor de Cristo, precisamos também entender a dinâmica das ruas. Nos esforçar para compreendê-los. Interagir. Abordar, Conectar-se. Comunicar-se com eficiência.

 

Precisamos estar onde estão. Não para ser influenciados pelas trevas mas para sermos luz onde está mais escuro. Essa deve ser a nossa natureza: Luz. E nossa missão: Iluminar.

 

"Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".

Mateus 5:14-16 NVI

 

Obviamente, a nossa caminhada deve ser na direção do Espírito Santo. Não por mero impulso, mas sob a influencia da missão e do amor pelos perdidos. Quando nos dispusermos a ouvir o pulsar das ruas vamos nos surpreender com o que descobriremos: Muita sede e fome de Deus. Muitos ansiando pela paz. E onde está essa paz? Em Cristo. E onde Cristo está? Em nós. Somos emissários da paz com Deus. Nos foi outorgado o ministério da reconciliação de muitas vidas com Ele.  "E tudo isso provém de DEUS, que nos reconciliou consigo mesmo por JESUS CRISTO e nos deu o ministério da reconciliação"  (2 Co 5.18).

 

Em Efésios 6.15 temos uma interessante peça da armadura de Deus que devemos nos vestir: Um calçado especial: A preparação do evangelho da paz.

"e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz". NVI

 

"Calcem sapatos que possam fazê-los andar depressa ao pregarem o evangelho da paz". Nova Bíblia Viva

 

Creio firmemente que, ao andarmos em meio aos povos nesse mundo, o barulho que fazem os nossos pés é diferenciado. Ao invés do "Toc-Toc" característico dos passos, os nossos soam assim: "paz-paz-paz-paz". Sim! Esse é o som que deve ecoar até os ouvidos das multidões. É exatamente isso. Esse é o pulsar dos nossos corações. Estamos ouvindo o deles, eles precisam ouvir o nosso.

 

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