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N3.03 - A impressionante graça de Deus

por Saulinho Farias

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8.32

 

É libertador conhecer a tão surpreendente graça de Deus. A revelação da graça de Deus é de extrema necessidade para um mundo caído e sem esperança. Tal revelação é única. Não existe outra religião que a anuncie, não existe outro caminho mais excelente. O verdadeiro cristão que conhece os privilégios que herdou em Cristo desfruta de uma liberdade que nenhuma outra religião pode dar.

 

O cristianismo é mais do que religião, porque toda religião tem como característica fundamental que seus seguidores tentam alcançar a Deus, encontrar Deus e agradar a Deus por seus próprios esforços. As religiões procuram subir na direção de Deus. Já o evangelho é diferente – é Deus descendo até o homem. O evangelho afirma que os homens não encontraram Deus, e sim, que Deus os encontrou.

 

Graça – favor imerecido – no Velho Testamento. o conceito de graça em hebraico está ligado a “curvar-se”, “inclinar-se”, é Deus se inclinando na direção do homem.Deus se aproximando por conta própria. Não um Deus distante, isolado, indiferente, como pregam as religiões, mas um Deus que se fez homem, que se permitiu ser tocado, que morreu pelos pecados do homem para levá-lo de volta a Si. Aleluia!

 

Para muitas pessoas isso é um golpe esmagador, é uma heresia, uma blasfêmia. Elas preferem o esforço religioso – lidar com Deus à sua própria maneira – desse modo elas se mantém no controle, sentem-se bem em serem religiosas. Como ser um cristão verdadeiro sem ser um religioso? Será possível desfrutar da alegria da fé sem estar sob o fardo da religião? Ser religioso em essência não difere de ser ímpio, pois o “eu” ainda está em evidencia. As coisas acontecem por causa de mim, e para mim. 

 

Dr. Martin Lloyd-Jones, afirmou “pregar a graça não é só arriscado, mas o fato de alguns te interpretarem concluindo com extremos insensatos é prova de que o ministro está verdadeiramente pregando a graça de Deus. Se alguém pregasse justificação por obras, ninguém levantaria a questão. Se a pregação for: “se vocês quiserem ser salvos, devem deixar de cometer pecados, devem fazer boas obras e assim irão para o céu”; o homem que prega essa linha de pensamento, jamais vai ser culpado do mal entendido: “Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” Ninguém lançou essa acusação contra a Igreja Católica, mas foi feita várias vezes a Martinho Lutero”.

 

O sistema religioso faz com que as obras tomem o lugar da fé e da certeza de que Deus é aquele que faz tudo em todos. Faz também com que a lei e os mandamentos se tornem mais importantes que a graça. O Cristianismo não é um esforço religioso. Praticá-lo é corresponder ao que Deus fez por você. Trata-se de um relacionamento com Deus possibilitado por Ele mesmo. Ele abriu o caminho a esse relacionamento, ele nos toma pela mão e nos leva para junto de si. Isso é graça. A nossa parte é simplesmente crer nisso. É um tipo de fé que nos dá descanso. Nos rendemos e Ele faz o resto. Não resistimos ao seu amor e Ele começa a boa obra e nós e completa até o fim.

 

A vida cristã não se trata de um esforço religioso árduo e monótono de obediência a ritos, formas, leis, regras, sistemas e fórmulas humanas. Isso é religião, não evangelho. Evangelho é a boa notícia de que tudo pode ser diferente. É o homem sendo justificado diante de Deus pela sua fé, independentemente das obras da lei de Deus (Rm 3.28).

 

A carta de Paulo aos Romanos nos ajuda a compreender melhor essa boa nova. É, sem sombra de dúvidas, a principal das epístolas de Paulo, pelo tratamento completo sobre questões extremamente importantes para a doutrina cristã. Nenhum dos livros do N.T. foi aceito como canônico antes de Romanos. Lutero disse: “A epístola de Paulo aos Romanos é o principal livro do Novo Testamento e o mais puro Evangelho, tão valioso que um cristão não só deveria memorizar cada palavra, mas tê-la consigo diariamente, como pão de sua alma”. 

 

 

Os homens, pecadores de todos os tipos.

 

Os Ímpios, pecadores hedonistas

 

 

Ler Romanos 1.18-32 – O fracasso e a corrupção dos gentios

 

A idolatria e depravação dos homens

 

·18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

·      V.18 – A ira de Deus – não tem a ver com a emoção humana de ira, algo que perturbe o equilíbrio emocional das pessoas e as torne desejosas de ferir as outras. Pelo contrário, é um determinação justa das conseqüências do pecado, seu resultado natural. Tem a ver com a justiça.

·      Há uma lei que requer retribuição: “o que o homem semear, isso colherá” (Gl 6.7,8)

 

·      V.19 – detém a verdade – reprimem, se defendem, combatem, expulsam) em favor da injustiça. A vontade de não crer. Permanecem sobre eles a lei da semeadura e da colheita – recebem exatamente aquilo que merecem.

 

·         20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

 

·           V.20 – Deus se manifestou – A tríplice revelação de Deus:

1.       Revelação externa - Pela sua criação

2.       Revelação interna - Pela própria consciência do indivíduo

3.       Revelação especial - através das escrituras, do conhecimento da vida e obra de Cristo – isso confirma e completa as outras duas revelações.

 

·           No caso dos ímpios, Deus se revela SIM! – nos dois primeiros tipos de revelação.

·           “tais homens são por isso indesculpáveis” – ou seja, os homens podem ser JUSTAMENTE condenados ao julgamento eterno, até sem ouvir de Cristo e do seu evangelho, porque moralmente, merecem tal castigo, pois rejeitaram a luz que Deus deu na natureza e em suas próprias  consciências.

 

·           V.21 – Há uma força intuitiva que atrai o homem a Deus, mas eles rejeitaram. Muitos até resolveram adorar a criatura ao invés do Criador (v.25).

·           “Nulos em seu raciocínio” – Racionalizaram o seu erro, se desculpando racionalmente por sua desobediência. O seus corações insensatos se obscureceram. “O conhecimento incha. E com freqüência gera orgulho, e o orgulho é castigado por Deus por meio de cegueira espiritual, que é a mãe da idolatria”Wordsworth

 

·         22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

·         24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

·26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

 

·           O Hedonista – a meta da sua vida é o prazer. Dirige sua vida como se não existisse um Deus. Indulgente consigo mesmo. “Boa vida”.

·           “Deus os entregou” – significando que os deixou aos seus próprios desejos.

·           E daí pra frente, os homens vão de mal a pior (v.24-32)

 

Os Religiosos

 

Imagino que assim que Paulo concluiu de abordar os pecados dos ímpios, dos gentios (Rm 1.18-32), alguns religiosos tenham até gostado da exposição sobre tão grande depravação dos ímpios, e tenhdam dito: “É isso mesmo, Paulo! Chibatada neles!”. É provável que eles jamais imaginariam que Paulo também se voltaria contra eles. Talvez eles tenham pensado:  “Bem, eu estou contente que essa conversa tenha terminado, pois eu não sou um desses pecadores miseráveis. Essa gente precisa do evangelho, mas não consigo entender o que isso tem a ver comigo!”

 

Ler Romanos 2.1-11 – Na perspectiva do apóstolo, Os judeus não são muito diferentes – O COMPORTAMENTO ACUSADOR

 

1Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas. 2Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. 3Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?4Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? 5Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, 6que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: 7a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; 8mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. 9Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; 10glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. 11Porque para com Deus não há acepção de pessoas.

 

Pensa o religioso:

·           “Venha Deus, deixe eu te mostrar os pecados do meu irmão”.

·           “Por que eu posso tratar de meus próprios erros se eu posso focar nos erros dos outros?”;

·           “Eu posso ser mau, mas desde que eu encontre alguém pior...”. 

 

 

Os atos de justiça dos judeus não estavam fundamentados em uma transformação ou retidão de caráter, mas em um amontoado de costumes sociais. Mas um exame cuidadoso iria revelar os mesmos pecados vis dos gentios.

 

Estavam iludidos. Segundo pensavam, eles tinham tudo, eram filhos de Abraão e discípulos de Moisés. Séculos de tradição religiosa. Também eram altivos. O simples ato de esbarrar em um estrangeiro já era considerado uma impureza. Eles eram ZELOSOS com base no seus conhecimentos e nos seus princípios religiosos, mas desconheciam o amor e a misericórdia.

 

A grande prova de maturidade espiritual é o amor.  A obediência ao princípio do amor é mais elevada do que o conhecimento religioso.  Gerald Cragg afirma:  “A  consciência de que estamos aquém daquilo que o nosso conhecimento nos diz, deveria produzir em nós humildade. Conseqüentemente a forma de orgulho que se atreve a julgar os outros é um defeito absurdamente trágico”. 

 

O fato de eles terem o conhecimento que os outros não tinham o faziam ainda mais pecadores que os outros. E mais: Diante de Deus, a vida secreta de todos nós está aberta, e isso é duro de admitir. Não gostaríamos que os outros conhecessem certas coisas a nosso respeito. Tantamos parecer bons diante dos outros e manter as aparências. Mas isso é engano. Enganamo-nos a nós mesmos. Mas Deus sabe de tudo. Nada se oculta diante dos seus olhos.

 

Ler Romanos 2.17 – 3.20 – E não adianta querer merecer – O COMPORTAMENTO LEGALISTA

 

O religioso legalista é respeitado, diligente, trabalhador, zeloso, enérgico, disciplinado. Aqui está um que “enxerga” seus pecados e quer resolver essa situação incômoda com Deus por suas próprias forças. Eles liam a bíblia regularmente, oravam, jejuavam, ensinavam, eram profundamente religiosos, mas infelizmente daquilo que ensinavam, não conseguiam praticar e o pior: nunca tinha se passado pela mente deles que também poderiam estar sob condenação de Deus. O que havia de errado? Paulo sabia, pois tinha sido um deles até se encontrar face a face com Jesus.

 

Romanos 2.24 – “não é de admirar que o mundo fala mal de Deus por culpa de vocês”. Quando a Religião se torna mais importante que a graça, torna o religioso um orgulhoso, convencido, e não consegue ser amável e humilde.

 

Conclusão: Como diz o Max Lucado: “Você pode dar cinco passos, porém restam cinco milhões à frente. Jamais você vai poder merecer o perdão de Deus. Jamais poderá alcançar a Deus por conta própria. Você precisa de um milagre: PRECISA DE MUITA GRAÇA. precisa que Ele venha até você”.

 

Romanos 3

9Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; 10como está escrito:

Não há justo, nem um sequer,

11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

13 A  garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,

14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;

15 são os seus pés velozes para derramar sangue,

16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;

17 desconheceram o caminho da paz.

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, 20visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

 

 

O impacto da graça

 

Ler Rm 3.21-31 

 

21 "Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas (NTLH - Mas agora Deus já mostrou que o meio pelo qual ele aceita as pessoas não tem nada a ver com lei.); 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados (Sublinhada- Deus nos declara sem “culpa”) gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.

27 Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. 28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei (sublinhada - não pelas coisas boas que fazemos). 29 É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, 30 visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. 31 Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei".

 

Estão os cristãos sob liberdade condicional ou plenamente perdoados? Quando um prisioneiro é perdoado, ele está completamente livre, sem restrições ou formalidades legais. Quando sob liberdade condicional há restrições: ainda tem de prestar informações, apresentar-se regularmente ao juiz, não pode ir a certos lugares, não pode fazer determinadas coisas, etc.  Teria Deus colocado o crente sob liberdade condicional?

 

Bem... fomos justificados, ou seja, isentos de culpa. É como se nunca houvéssemos pecado. Simplesmente: Ficha limpa. Ou seja: sem ter de pagar nada em troca. Não fomos só livres da pena de morte, como também da culpa. Tudo isso por meio da fé. FÉ EM JESUS CRISTO como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Crendo nEle, que todo a ira de Deus pelo pecado foi descarregada nEle, graciosamente recebemos a justificação. É pura Graça! Estado de Graça! Somos salvos mediante a redenção que há em Jesus (libertar da escravidão mediante o pagamento de um preço).

 

Então – Resposta – O cristão está completamente perdoado.

 

Tudo que precisávamos para sermos salvos foi feito por Jesus! Está consumado. Só nos resta acreditar nisso (FÉ) e recebermos o que temos por herança, por graça.

·      Romanos 4.6-8

 

“E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”.

 

Que imensa felicidade nós temos em Cristo!

A mesma fé que temos em Cristo para sermos justificados diante de Deus nos capacitará para sermos santificados à sua imagem dia após dia.

 

Romanos 5

 1Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.

 

Temos paz com Deus. Isso é muito maior que termos paz em nosso país, paz nas ruas, paz na família, etc. Não estamos mais separados de Deus. Fomos reconciliados com Ele através de Jesus. O termo paz remete a harmonia e unidade com Deus. Bem como, Vínculo de Unidade, Aliança. Jesus é a nossa aliança com Deus. Ele desfez a inimizade que havia entre nós e Deus.

Não temos mais aquele velha angústia, aquele tormento na alma que está distanciada de Cristo, fruto de uma dúvida terrível sobre o valor da existência presente e o medo do desconhecido após a morte. Temos paz! Descanso! E começamos a gozar isso ainda aqui, na terra, mesmo em meio à tribulação(v.3).

Tivemos acesso a esta graça. Impressionante. Nas cortes orientais, somente os mais seletos tinham acesso à presença dos reis, só uns poucos servos poderiam entrevistar-se com eles. Em nosso caso, além de todos termos recebido acesso, fomos chamados de filhos do Rei. Pura Graça!  E nela estamos firmes. Indica que não é um privilégio temporário, mas uma bênção permanente.

Gloriamo-nos na esperança da glória de Deus – Isso é mais do que contemplação da mesma, diz respeito também à participação. A esperança de sermos como Ele é, compartilharmos sua natureza gloriosa (Hb 2.10). Seremos dia após dia, até o grande dia, aperfeiçoados, santificados, glorificados. Também é resultado de tão impactante graça. Ele nos levará a glória.

 

6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.

 

É difícil achar, mas homem talvez se disponha a morrer por um amigo, por um homem justo. Mas e morrer pelo inimigo? Por um caráter pervertido? Por um homem egoísta e violento? Por um assassino?

Deus fez isso em Jesus! Graça soberana! Deus se eleva acima do pecado e ama sem motivo algum. Os homens precisam de algum motivo para amar, já o amor de Deus é ilimitado.

“...muito mais agora...” – só nesse capítulo são quatro dessa expressão. Se Deus havia começado sua obra graciosa através de Cristo, no caso de homens rebeldes e inimigos, então muito mais ainda continuará sua obra sendo estes seus FILHOS. E os livrará completamente da ira. Uma salvação que vai sendo conferida, dia após dia através da vida do Salvador(v.10). nos versos 15, 17 – o fluxo muito mais abundante da graça em comparação com o fluxo do pecado. Abundancia de Graça!

 

19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. 20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, 21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

Superabundante graça! O dilúvio da graça cobriu o do pecado. A avalanche da graça engoliu a do pecado.

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©2015 criado por Saulinho Farias. Direitos Reservados.

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